quinta-feira, 1 de novembro de 2018
Gravação CD 2
Aqui fica uma foto com o André Tavares que gravou, misturou e masterizou o CD, tirada pelo Mário Franco depois de nos ter dado uma ajuda preciosa na fase final da mistura.
Obrigado aos 2!
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
ALIS UBBO de Paulo Abreu
Aqui fica um teaser do último filme de Paulo Abreu - Alis Ubbo - cuja banda sonora incluí muita música que eu gravei para espectáculos de dança. Vai estrear no DOC Lisboa 2018.
COMPETIÇÃO PORTUGUESA/ PORTUGUESE COMPETITION
OCT 20 / 16.00, São Jorge – Sala M. Oliveira
OCT 22 / 16.30, São Jorge – Sala 3
Apareçam!
Próximos espectáculos das HM
NOVEMBRO
Dia 17, Biblioteca de Belém, "Um estranho barulho de asas"- Lisboa
Dias 22 e 23, Festival InShadow 2018, "Um estranho barulho de asas" Museu da Marioneta - Lisboa
DEZEMBRO
Dia 1, Teatro da Voz, "A bomba e o general"- Lisboa
Dia9, Solar dos Zagallos , "Uma galinha"- Almada
Dia 12, Biblioteca Municipal, "Uma galinha" - Figueira da Foz
Dia 15, Biblioteca dos Coruchéus, "Uma galinha" - Lisboa
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
Ainda a recuperar o tempo perdido
Quando tinha 19 anos e decidi ir para Nova Iorque estudar guitarra Jazz, estava também desejoso de sair de um país que tinha ficado para trás em tudo.
Chegado ali, apanho o meu primeiro taxi e o condutor era Kelvin Bell, um guitarrista que eu tinha visto actuar poucos meses antes em Cascais no grupo do saxofonista Arthur Blythe.
Na rua, fui esmagado pela beleza dos graffiti desenhados nos comboios que circulavam nas pontes.
No restaurante onde arranjei trabalho como busboy, os meus colegas eram todos artistas, pintores, fotógrafos, bailarinos e a maioria eram homosexuais que não precisavam de se esconder.
O meu professor de guitarra foi John Abercrombie, que eu idolatrava (e ainda idolatro), e que vivia num modesto apartamento onde estava no meio da sala a bateria do seu amigo Jack Dejohnette.
A Knitting factory estava no auge e o John Zorn misturava tudo o que havia para misturar.
Em Canal Street ouviam-se, trocavam-se e vendiam-se cassetes de artistas RAP.
Os trabalhos de Keith Haring e Basquiat estavam nos principais museus.
Os meus vizinhos eram afro-americanos, hispânicos, chineses e judeus.
Eu tinha uma bicicleta e voava diariamente por entre as filas de transito para não perder nada disto, para recuperar o tempo perdido passado num país que tinha sido fechado ao mundo.
NY superou as minhas expectativas: existia mesmo um lugar na terra livre de formalismos bacocos, de tratamento por Sr.Dr. ou Sra.Dra, de gente respeitável só porque é de boas famílias ou porque se doutorou não sei onde, de bocas e atitudes machistas, homofóbicas e racistas, do respeito pela tradição só porque é tradição, livre de moralismos paralizantes, livre do medo de se poder gostar demasiado de viver, sem medo do corpo, livre das famílias-prisão, do bom-gosto, da obediência aos "grandes-valores".
E eu então pensava que todos os portugueses deviam ter a possibilidade de viver, estudar e trabalhar em NY durante um ou dois anos só para limparem a cabeça de todos as tretas e preconceitos que a sociedade portuguesa nos tinha enfiado. Agora não sei onde é esse lugar, mas nos anos 80 era NY.
Entretanto já se passaram 30 anos e eu estava convencido que um dos efeitos destas misturas saudáveis dos anos 80 (entretanto generalizadas) tinha sido arrumar de uma vez por todas as questões à volta de definições do que é ou não é arte e que censurar e proibir é um disparate.
Mas em Portugal, há um museu que ainda se atrapalha com as fotos do Robert Mapplethorpe e interditaram o acesso livre a todas as salas de uma exposição. E há jornalistas e gente a defender esta posição com o velho argumento de que andamos a perder tempo com arte moderna em vez de cuidar do património histórico e que as fotos do Mapplethorpe não são arte.
É ridículo, mas é assim que me apercebo de que ainda nos falta recuperar tanto do tempo perdido…
sábado, 29 de setembro de 2018
Proibir não vale
A actual direcção do museu de Serralves é incompetente e não está preparada para organizar exposições como a do R. Mapplethorpe. Atrapalhou-se com as fotos e então fez a coisa mais estúpida que podia ter feito que foi proibir o acesso de duas salas a menores de 18 anos. A seguir ajeitou a coisa e afinal os menores de 18 já podem entrar desde que acompanhados por um adulto.
Isto passa-se no "maior", no "melhor", no "mais importante", no "grande", no "mais considerado", no museu "mais tudo" de Portugal, como é tantas vezes referido.
Neste momento não é de certeza.
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
Gravação CD das Histórias Magnéticas
Entre 15 e 19 de Outubro vamos estar a gravar as Histórias Magnéticas (finalmente!) para um CD com 6 histórias, editado pela BOCA e a ser lançado ainda este ano.
Estejam atentos!
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
HM no Collège Henri Cahn em Bry-sur-Marne
Apresentámos hoje de manhã a nossa versão de "Enquanto o meu cabelo crescia" de Isabel Minhós Martins no Collège Henri Cahn em Bry-sur-Marne nos arredores de Paris, integrada na programação da “17ème Semaine des Cultures Étrangères” organizado pelo Centro Cultural Camões em parceria com a Coordenação do Ensino Português (Embaixada de Portugal).
Tivemos cerca de 30 crianças a assistir das quais apenas 8 ou 9 falavam português e nenhuma conhecia a história. Por isso, antes de começarmos, sugeri que eles se transformassem numa espécie de detectives muito atentos a todas as pistas não verbais: sons que não são palavras, gestos, expressões faciais, variações na dinâmica narrativa e da música e palavras conhecidas ou parecidas com o françês. Apenas lhes dei a conhecer o título da história.
Foi impressionante como todos se mantiveram sempre atentos e foram capazes de deduzir grande parte do que acontece na história.
É muito bom fazer estas apresentações em que, com a ajuda da parte de guitarra e da narração ritmada da Isabel, a musicalidade de uma língua se revela plenamente e também a capacidade das crianças em entender uma história contada numa língua estranha.
Para o sucesso da sessão foi fundamental o apoio da coordenadora do ensino do português em França, Adelaide Cristóvão, da professora Angelina Moreau, e claro, a inteligência, curiosidade e simpatia das crianças. Seria óptimo voltar com outra história!
No próximo post, vamos ter as fotografias da sessão e dos desenhos sobre cortes de cabelos "milaborantes".
sexta-feira, 14 de setembro de 2018
Jean-Michel Basquiat
Ainda não vi o documentário, apenas o trailer, mas vou a correr ver. Estreia hoje no cinema Nimas (felizmente ainda existe uma sala em Lisboa onde se podem ver filmes fora do circuito comercial).
É sobre um período da curta vida do artista Jean-Michel Basquiat em Nova Iorque, nos anos 70-80, a cidade onde tudo era possível, onde todos se encontravam, cruzavam, misturavam e experimentavam descomprometidamente e sem concessões. Como disse a realizadora, Sara Driver: "(...) uma das razões por que quis fazer o filme: mostrar aos jovens de hoje, aos meus alunos, por exemplo, que já cresceram numa sociedade dominada por valores que nos eram estranhos, 'sucesso', ' rentablização', 'fama', 'dinheiro' (...)".
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
HM na "Semaine des Cultures étrangères" em Paris
No próximo dia 26 vamos apresentar "Enquanto o meu cabelo crescia" no Collège Henri Cahn (26, Bld Gallieni -94360 - Bry-sur-Marne) integrado na programação da "Semaine des Cultures étrangères" em Paris a convite do Centro Cultural Português da cidade.
"RUSH" na Festa do Avante
Vou tocar com o Mário Franco RUSH Quinteto no próximo sábado, dia 8, na Festa do Avante.
Mário Franco (contrabaixo), Alex Frazão (bateria), Óscar Graça (piano), Luís Figueiredo (teclados) e eu (guitarra). Apareçam!
quarta-feira, 27 de junho de 2018
Keith Haring!
(a foto veio daqui)
Em Amsterdão foi destapado um mural pintado por Keith Haring há 30 anos! Que lindo!
Quando vivi em NY nos anos 80, os grafitis explodiam na nossa cara por todos os lados e ainda se encontravam vestígios de trabalhos de Keith Haring. As paredes, os comboios, o metro, por todo o lado se via arte incrível numa manifestação de vitalidade e humanidade que nunca mais encontrei em lado nenhum. Era a arte de rua no seu melhor, ainda fora das galerias e dos interesses comerciais, apenas um sinal da impossibilidade de conter a criatividade humana e do poder transformador, reactivo e interventivo da arte. Foi um exemplo que me marcou para sempre em tudo o que faço, só possível nos anos 80 na cidade de NY.
Hoje vivemos nas cidades rodeados por pálidas réplicas deste movimento, engolidas pela moda e pela normalização rápida que o sistema se encarrega de fazer com tudo.
sábado, 16 de junho de 2018
Lisbon Revisited
Ontem toquei numa sessão de leitura de poesia por vários poetas na casa Fernando Pessoa - Lisbon Revisited.
O meu papel foi abrir a sessão, mais 3 separadores de 2m' e fechar.
Foi a minha estreia a solo e aproveitei para fazer uma sessão bastante improvisada a partir de excertos das coisas que escrevi para as Histórias Magnéticas: "Um estranho barulho de asas", "Nungu", "O meu primeiro Dom Quixote", "Uma Galinha" e a excepção foi "3º homem" da banda sonora "Primeiro nome: Le" do coreógrafo e bailarino Francisco Camacho.
Usei os pedais do costume com grande apoio de um looper e pela primeira vez , o Freeze, que "congela "notas quando se quer, é muito divertido e permite efeitos incríveis.
Gostei mesmo de fazer isto e espero poder repetir a experiência em concerto. Aqui fica o papelinho com as minhas notas para a sessão.
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