quarta-feira, 26 de setembro de 2018

HM no Collège Henri Cahn em Bry-sur-Marne


Apresentámos hoje de manhã a nossa versão de "Enquanto o meu cabelo crescia" de Isabel Minhós Martins no Collège Henri Cahn em Bry-sur-Marne nos arredores de Paris, integrada na programação da “17ème Semaine des Cultures Étrangères” organizado pelo Centro Cultural Camões em parceria com a Coordenação do Ensino Português (Embaixada de Portugal).
Tivemos cerca de 30 crianças a assistir das quais apenas 8 ou 9 falavam português e nenhuma conhecia a história. Por isso, antes de começarmos, sugeri que eles se transformassem numa espécie de detectives muito atentos a todas as pistas não verbais: sons que não são palavras, gestos, expressões faciais, variações na dinâmica narrativa e da música e palavras conhecidas ou parecidas com o françês. Apenas lhes dei a conhecer o título da história.
Foi impressionante como todos se mantiveram sempre atentos e foram capazes de deduzir grande parte do que acontece na história.
É muito bom fazer estas apresentações em que, com a ajuda da parte de guitarra e da narração ritmada da Isabel, a musicalidade de uma língua se revela plenamente e também a capacidade das crianças em entender uma história contada numa língua estranha.
Para o sucesso da sessão foi fundamental o apoio da coordenadora do ensino do português em França, Adelaide Cristóvão, da professora Angelina Moreau, e claro, a inteligência, curiosidade e simpatia das crianças. Seria óptimo voltar com outra história!

No próximo post, vamos ter as fotografias da sessão e dos desenhos sobre cortes de cabelos "milaborantes".

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Jean-Michel Basquiat



Ainda não vi o documentário, apenas o trailer, mas vou a correr ver. Estreia hoje no cinema Nimas (felizmente ainda existe uma sala em Lisboa onde se podem ver filmes fora do circuito comercial).
É sobre um período da curta vida do artista Jean-Michel Basquiat em Nova Iorque, nos anos 70-80, a cidade onde tudo era possível, onde todos se encontravam, cruzavam, misturavam  e experimentavam descomprometidamente e sem concessões. Como disse a realizadora, Sara Driver: "(...) uma das razões por que quis fazer o filme: mostrar aos jovens de hoje, aos meus alunos, por exemplo, que já cresceram numa sociedade dominada por valores que nos eram estranhos, 'sucesso', ' rentablização', 'fama', 'dinheiro' (...)". 



quinta-feira, 6 de setembro de 2018

HM na "Semaine des Cultures étrangères" em Paris


No próximo dia 26 vamos apresentar "Enquanto o meu cabelo crescia" no Collège Henri Cahn (26, Bld Gallieni -94360 - Bry-sur-Marne) integrado na programação da "Semaine des Cultures étrangères" em Paris a convite do Centro Cultural Português da cidade.




"RUSH" na Festa do Avante


Vou tocar com o Mário Franco RUSH Quinteto no próximo sábado, dia 8, na Festa do Avante.
Mário Franco (contrabaixo), Alex Frazão (bateria), Óscar Graça (piano), Luís Figueiredo (teclados) e eu (guitarra). Apareçam!

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Keith Haring!


(a foto veio daqui)


Em Amsterdão foi destapado um mural pintado por Keith Haring há 30 anos! Que lindo!
Quando vivi em NY nos anos 80, os grafitis explodiam na nossa cara por todos os lados e ainda se encontravam vestígios de trabalhos de Keith Haring. As paredes, os comboios, o metro, por todo o lado se via arte incrível numa manifestação de vitalidade e humanidade que nunca mais encontrei em lado nenhum. Era a arte de rua no seu melhor,  ainda fora das galerias e dos interesses comerciais, apenas um sinal da impossibilidade de conter a criatividade humana e do poder transformador, reactivo e interventivo da arte. Foi um exemplo que me marcou para sempre em tudo o que faço, só possível nos anos 80 na cidade de NY.
Hoje vivemos nas cidades rodeados por pálidas réplicas deste movimento, engolidas pela moda e pela normalização rápida que o sistema se encarrega de fazer com tudo.


sábado, 16 de junho de 2018

Lisbon Revisited


Ontem toquei numa sessão de leitura de poesia por vários poetas na casa Fernando Pessoa - Lisbon Revisited.
O meu papel foi abrir a sessão, mais 3 separadores de 2m' e fechar.
Foi a minha estreia a solo e aproveitei para fazer uma sessão bastante improvisada a partir de excertos das coisas que escrevi para as Histórias Magnéticas: "Um estranho barulho de asas", "Nungu", "O meu primeiro Dom Quixote", "Uma Galinha" e a excepção foi "3º homem" da banda sonora "Primeiro nome: Le" do coreógrafo e bailarino Francisco Camacho.
Usei os pedais do costume com grande apoio de um looper e pela primeira vez , o Freeze, que "congela "notas quando se quer, é muito divertido e permite efeitos incríveis.
Gostei mesmo de fazer isto e espero poder repetir a experiência em concerto. Aqui fica o papelinho com as minhas notas para a sessão.



quinta-feira, 14 de junho de 2018

Solar dos Zagallos


No passado dia 9, fizemos "Um estranho barulho de asas" no Solar dos Zagallos na Sobreda, em Almada.

Foi na casa da água do jardim, um sítio muito bonito mas que acabou por revelar-se pouco adequado por causa das outras actividades a decorrer ao mesmo tempo e cujo som interferia muito com o nosso.

Mas a partir do meio da história, a situação lá melhorou um pouquinho e acho que conseguimos dar a volta ao problema.

Aqui ficam algumas imagens do atelier, na altura em que se procurava inventar novas constelações celestes a partir do céu estrelado.

Obrigado a todos os que apareceram!








quinta-feira, 24 de maio de 2018

Na Casa Fernando Pessoa


15 de Junho, na casa Fernando Pessoa, vou colaborar nos Dias da Poesia e tocar nas sessões de leitura nocturnas na esplanada. É às 21h30.

Apareçam por lá!



Histórias Magnéticas no Solar dos Zagallos


No próximo dia 9 de Junho, vamos apresentar "Um estranho barulho de asas"  - uma adaptação de um conto macaense de Alice Vieira - no Solar dos Zagallos na Sobreda da Caparica às 15h30.

A estreia desta nossa história foi em Macau em 2013 numa encomenda do Instituto Português do Oriente.

Apareçam! o espaço é lindo e a história também.





segunda-feira, 14 de maio de 2018

"To John Abercrombie"

No Hot Clube de Portugal em quarteto comigo e o João Pedro Madaleno (guitarras), Mário Franco (contrabaixo) e Luis Candeias (bateria), numa homenagem a John Abercrombie. Foram duas noites dedicadas à música dele: "Timeless", "M", "Arcade" entre muitos outros trabalhos.

domingo, 13 de maio de 2018

Vila Franca de Xira


Aqui ficam algumas fotos da nossa apresentação ontem de "O meu primeiro Dom Quixote" na Biblioteca de Vila Franca de Xira.

Não conhecia ainda este espaço inaugurado há três anos. É um edifício moderno bastante impressionante pelo tamanho e condições e fico sempre muito contente quando uma câmara municipal decide investir na construção de uma biblioteca a sério. É bastante raro...
Chegámos lá às 10 da manhã para fazer a montagem e o espaço já estava cheio de pessoas para assistir a outras actividades, ou simplesmente para tomar um café ou folhear um jornal ou um livro.
Apesar de ser sábado e de estar um dia de sol, tivemos bastantes crianças inscritas acompanhadas por mães e pais altamente interessados e participativos. Não podia ter corrido melhor! O tempo voou.
As aventuras dos maravilhosos Dom Quixote e Sancho Pança continuam a provocar a nossa imaginação como nenhum outro livro.
Juntos, inventámos uma nova aventura do cavaleiro em que este chegou a ressuscitar de várias mortes pela mão de Sancho Pança com uma ajuda de Jesus e do próprio Deus! (a versão mais mística de sempre).
A Isabel leu esta versão ao som da guitarra e soou mesmo bem.
Obrigado a todos: crianças, pais, mães e também à Monica e Sandra da biblioteca pela forma como nos acolheram.





























quarta-feira, 9 de maio de 2018

Histórias Magnéticas na Biblioteca de Vila Franca de Xira


No próximo sábado - 12 de maio pelas 16h - vamos apresentar "O meu primeiro Dom Quixote", uma adaptação de Alice Vieira do clássico de Cervantes, na Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira.




É um prazer voltar a contar esta história que estreámos em 2012 em Montemor-o-Velho. Para tal, reli partes da versão de Aquilino Ribeiro e revi o filme de Orson Welles. 




Se tivesse que responder à pergunta parva "qual é o livro que levaria se fosse viver para uma ilha deserta?" respondia D. Quixote de la Mancha de Cervantes.