sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Lagos - Festival Verão Azul
Apresentámos ontem "uma Galinha" no Centro Ciência Viva de Lagos no âmbito do Festival Verão Azul 2017. Foi a segunda vez que participámos neste festival, a primeira foi em Agosto de 2013.
É sempre bom sinal voltar. Quer dizer que correu bem, quer dizer que se estabeleceu uma ligação e isso é muito importante para que festivais como este e projectos como o nosso continuem a existir e a fortalecer como alternativa às programações culturais de comércio que abundam por aí.
É importante relembrar que o apoio da GDA (Gestão dos Direitos dos Artistas) à digressão nacional 2017 das Histórias Magnéticas foi decisivo para a presença neste Festival. Nunca é demais salientar o papel que esta fundação tem desempenhado no apoio às artes nos últimos tempos por oposição, por exemplo, à empresa SPA - Sociedade Portuguesa de (alguns) Autores - que só pensa em facturar.
E, felizmente, a chuva chegou a Portugal!! E felizmente o festival tinha pensado numa alternativa para o espaço exterior que estava previsto e acabámos por ir para dentro do Centro, para uma sala pequena mas com excelente acústica e suficientemente grande para acolher as duas turmas do 2ºano que foram assistir.
Ficámos bem próximo deles como verdadeiros contadores de histórias. Isso permite uma percepção muito mais apurada e total do que fazemos. E aqui tínhamos muitas crianças com galinheiros e histórias sobre galinhas, o que animou muito a conversa depois da apresentação! Todos com o dedo no ar e com mil perguntas e comentários para fazer. Notámos logo pela grau de atenção e nível de participação que se tratavam de turmas com muito bons professores e professoras, crianças muito bem preparadas, curiosas e receptivas. E assim é fácil.
Obrigado a todas as crianças que assistiram e que nos conseguem sempre surpreender, aos professores e claro, a toda a equipa - Mónica, Andrea, Gi, Joana, Nelson, Ana e João (e todos os outros) - pela forma fantástica como acolhem os artistas e inspiram o público com o vosso festival.
Aqui ficam as fotografias que tirámos.
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Com Wagner Schwartz!
As Histórias Magnéticas manifestam a sua total solidariedade com o artista brasileiro Wagner Schwartz que está a ser vítima de um ataque odioso por causa da performance "La Bête" que apresentou na Mostra Panorama de Arte Brasileira no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
O artista apresenta-se nú e o público pode manipular o seu corpo. Uma criança acompanhada da sua mãe foram capturadas em vídeo a assistir à performance e a tocar no corpo inanimado. Isto provocou uma onda reactiva primária que põe à vista uma ignorância e maldade de uma dimensão indescritíveis.
Como artistas, ficamos sempre incrédulos e muito preocupados com a persistência destas reacções básicas, perversas e perigosas porque no Brasil, já conseguiram levar ao encerramento de outras exposições.
Espero que alguma instituição cultural em Portugal - até porque seria um gesto muito importante para afirmarem a sua independência e repugnância por campanhas deste teor - não se esqueça de apresentar em breve esta performance.
Por favor, assinem AQUI a carta redigida em conjunto por várias instituições culturais brasileiras em resposta a esta montanha de ignorância e ódio que está a engolir tudo!
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Sines e Odemira
Chegámos ontem de uma pequena viagem ao sul, mais concretamente a Sines (Festival Músicas do Mundo 2017) e Odemira (Biblioteca Municipal José Saramago).
O festival em Sines está cada vez mais grandioso! este ano teve cerca de 50 espectáculos. Tivemos pouco tempo para ver alguma coisa, mas o que deu para espreitar era muito bom. Obrigado ao Carlos Seixas por nos convidar a participar e por fazer deste festival um acontecimento inigualável, com um ambiente de festa e amizade incríveis para todos os que por ali passam.
A nossa apresentação foi no auditório de Centro Cultural e tivemos a sala cheia! Com tanto público, não deu para fazer o atelier mas tivemos uma conversa muito animada com todos e respondemos a imensas perguntas sobre a história e o nosso trabalho.
Odemira é uma cidade linda que eu conhecia só de passagem. A biblioteca fica num alto da cidade com uma vista fabulosa. É uma casa que foi construída de raiz para o efeito e por isso está muito bem pensada com imensas salas de leitura, audiovisuais e um auditório. Reparei que tinha pessoas a entrar e a sair com livros, pessoas sentadas a ler nas diferentes salas. É um espaço muito bem dirigido pela Marlene Rafael com uma programação contínua para a infância e não só. É muito bom encontrar uma biblioteca assim, cheia de vida e que é uma presença marcante e incontornável na cidade.
"Passados anos, o pintainho tornou-se uma galinha muito estranha: a cabeça quadrada, o corpo triangular, as asas em forma de casas, o rabo como uma bola, nasceu com sapatos e quando ia para a rua, o mundo tornava-se geométrico!", foi o final que a Catarina e a Leonor inventaram para a história da C. Lispector (pensei logo no livro "flatland" - Terra plana - de Edwin Abbott). E fizeram um desenho que podem ver aqui em baixo entre todos os outros com galos rock, homens-galinha, galinhas musculadas e galinhas arco-íris imaginadas por todos os outros participantes. Gostámos muito! (se carregarem sobre as imagens, elas ficam maiores).
O festival em Sines está cada vez mais grandioso! este ano teve cerca de 50 espectáculos. Tivemos pouco tempo para ver alguma coisa, mas o que deu para espreitar era muito bom. Obrigado ao Carlos Seixas por nos convidar a participar e por fazer deste festival um acontecimento inigualável, com um ambiente de festa e amizade incríveis para todos os que por ali passam.
A nossa apresentação foi no auditório de Centro Cultural e tivemos a sala cheia! Com tanto público, não deu para fazer o atelier mas tivemos uma conversa muito animada com todos e respondemos a imensas perguntas sobre a história e o nosso trabalho.
Odemira é uma cidade linda que eu conhecia só de passagem. A biblioteca fica num alto da cidade com uma vista fabulosa. É uma casa que foi construída de raiz para o efeito e por isso está muito bem pensada com imensas salas de leitura, audiovisuais e um auditório. Reparei que tinha pessoas a entrar e a sair com livros, pessoas sentadas a ler nas diferentes salas. É um espaço muito bem dirigido pela Marlene Rafael com uma programação contínua para a infância e não só. É muito bom encontrar uma biblioteca assim, cheia de vida e que é uma presença marcante e incontornável na cidade.
"Passados anos, o pintainho tornou-se uma galinha muito estranha: a cabeça quadrada, o corpo triangular, as asas em forma de casas, o rabo como uma bola, nasceu com sapatos e quando ia para a rua, o mundo tornava-se geométrico!", foi o final que a Catarina e a Leonor inventaram para a história da C. Lispector (pensei logo no livro "flatland" - Terra plana - de Edwin Abbott). E fizeram um desenho que podem ver aqui em baixo entre todos os outros com galos rock, homens-galinha, galinhas musculadas e galinhas arco-íris imaginadas por todos os outros participantes. Gostámos muito! (se carregarem sobre as imagens, elas ficam maiores).
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