sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Petição em apoio a Bruno Cochat
Já se pode assinar a petição em apoio ao Bruno Cochat e a exigir a reposição do espectáculo "1 HD - Uma História da Dança". AQUI
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Protesto
Concentração em frente ao Teatro Camões
Quinta-Feira, 23 às 20h
- Pela reposição imediata do espetáculo "1HD - Uma história da Dança" que foi cancelado pela direção da Companhia Nacional de Bailado (CNB) sem qualquer aviso ao seu autor - Bruno Cochat - e ignorando completamente as 10 crianças da Escola "A Voz do Operário" que faziam parte do elenco.
- Em solidariedade com o coreógrafo Bruno Cochat, inesperada e injustamente despedido pela CNB, e com as 10 crianças que participavam no espectáculo.
- De condenação à política despesista da CNB, uma instituição pública gerida pela OPART, que se dá ao luxo de cancelar as futuras apresentações de uma produção que custou 68.000 Euros.
- Contra o comportamento prepotente, lacónico e irresponsável demonstrado pela direção da CNB desde o princípio.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Ao lado do Bruno Cochat (2)
O comunicado emitido pela OPART (entretanto divulgado nos jornais) em resposta à carta aberta do Bruno Cochat parece escrito por um robot. Não parece dirigido a humanos. Estão a falar para quem? É que consegue não esclarecer rigorosamente nada e só está mesmo em perfeita sintonia com o silêncio da direção da CNB.
Os milhares de pessoas (bailarinos, músicos e artistas profissionais de todas as áreas, entidades culturais de vária ordem e pontos do país, alunos e ex-alunos, pais, espectadores, entre muitos outros) que desde ontem têm manifestado nas redes sociais a sua indignação e perplexidade perante o que aconteceu, comprovam, por um lado (se alguém ainda tinha dúvidas), a importância e dimensão do trabalho do Bruno Cochat e obriga, por outro, a um esclarecimento sério, ao contrário destes "comunicados" que são Tratados sobre como dizer nada em muitas palavras e ainda mais desconsideração para cima do Bruno Cochat e para cima do sector. Acho que chegou a altura do Ministério da Cultura se pronunciar.
Um abraço Bruno!
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Ao lado do Bruno Cochat
Estou 100% solidário com o meu amigo e coreógrafo Bruno Cochat que foi despedido na semana passada da Companhia Nacional de Bailado e viu ainda canceladas as restantes apresentações do espectáculo "Uma história da dança" que concebeu para essa companhia.
A forma como tudo se processou foi ao estilo de Donald Trump: uma decisão repentina, inesperada, impulsiva, sem justificação, nada. Porque sim.
Temos tendência a associar as instituições que se dedicam à criação e divulgação artísticas a espaços de democracia, inovação, tolerância, abertura, mas pelo que se vê, não é o caso da CNB.
Convém lembrar que a CNB é uma instituição pública, gerida com dinheiro dos contribuintes. Provavelmente goza de algum estatuto especial desconhecido do cidadão comum para se poder dar ao luxo de despedir e interromper produções desta maneira*.
Gostava imenso de saber quais os montantes implicados e desperdiçados com estas decisões de cancelar espectáculos a meio e já agora, quanto custa em média uma produção da CNB. Alguém sabe?
Mas esta manifestações de arrogância e insensibilidade da CNB revelam acima de tudo, podridão.
E, tal como tenho esperança que o Donald Trump seja despejado, acho que a CNB, por este caminho, vai perder em todas as frentes: credibilidade, público, interesse.
Força Bruno Cochat neste momento difícil! (e para todos os outros lesados com isto, destacando as 10 crianças que faziam parte do elenco e os músicos).
* Acabei de consultar um artigo do DN onde fiquei a saber que no orçamento de estado para a cultura 2017 "o organismo que regista maior aumento de verbas para despesa é o Opart - Organismo de Produção Artística, que engloba a Companhia Nacional de Bailado e o Teatro Nacional de São Carlos, com 23,4 milhões de euros, mais 4,1 milhões de euros do que o estipulado na proposta de OE para 2016". Deve ter sido este reforço que deixou a CNB mais à vontade para fazer destas...
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Os livros são música
Numa entrevista ao jornal Público (10.02.2017), quando questionado sobre a quantidade de referências sonoras no seu último romance, Paul Auster respondeu:
"Mas os livros são música. Todo o sentido e todo o prazer vem da música."
Eu também acho que os livros são música. Ler um livro bem escrito é uma experiência musical.
domingo, 29 de janeiro de 2017
DUMP TRUMP!
Eu vivi 9 anos em ditadura. Os meus pais foram ambos activistas contra o regime. O meu pai chegou a estar 2 anos preso na embaixada do Brasil em Lisboa e a minha mãe escolheu emigrar para a Argélia onde colaborou com a resistência. Várias vezes acolhemos em casa pessoas perseguidas pela PIDE. Tínhamos livros escondidos porque eram proibidos pelo regime. Vivíamos sobre suspeita. Eu tinha muito medo da guerra no ultramar e sofria ao ver na televisão o "tempo de antena" dos soldados com breves mensagens à família (alguns deles já tinham morrido). A minha mãe tentava tranquilizar-me dizendo-me que quando eu fosse grande essa guerra já teria acabado. Tinha razão. A 25 de Abril de 1974 tudo mudou e de um dia para o outro, foi como se destapassem o país para entrar a luz, o calor e a festa. De repente podíamos falar à vontade e juntarmo-nos todos em manifestações públicas de celebração da liberdade. Foi uma sensação inesquecível. O fim do medo. Tudo mudou.
Estou a escrever isto por causa da chegada ao poder na América de Donal Trump. É muito triste e difícil acreditar que aos 50 anos de idade esteja a ver o mundo a andar para trás desta forma e as mesmas forças obscurantistas e oportunistas a voltarem ao poder. Esta semana o mundo mudou para muito pior. É horrível admiti-lo. Mas todos nós que acreditamos na Liberdade, sobretudo aqueles que já experimentámos viver sem ela, não podemos perder um segundo e devemos usar todos os canais possíveis para contestar, sem parar, as medidas discriminatórias e fascistas que este homem está a aplicar. DUMP TRUMP!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Digressão 2017
Boas notícias! As Histórias Magnéticas foram contempladas com o apoio da GDA para a circulação nacional!
A estreia de "Uma Galinha" de Clarice Lispector, vai acontecer no Cine Teatro de Castelo Branco a 16 de Maio e até ao fim do ano vamos estar em Minde, Cartaxo, Sines, Almada, Redondo, Guarda e Lisboa num total de 17 sessões. As datas exactas serão aqui anunciadas posteriormente.
Fiquem atentos.
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
David Bowie!
Faz hoje um ano que o David Bowie partiu. Deixou-nos a ouvir o "Black Star" que é um disco genial. Fora do disco ficaram 3 músicas, uma delas "No plan" cujo video foi lançado no dia em que faria 70 anos. O video é lindo e comovente:
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
2017 - Nova História!
Uma nova história em 2017! Desta vez, eu a a Isabel Gaivão escolhemos o conto "Uma galinha" da escritora Clarice Lispector e vamos pela primeira vez trabalhar a partir de uma história que não foi escrita para crianças. É um conto bastante enigmático, já descrito por alguns como absurdo e com várias interpretações. Há um sentido de humor que nos é muito próximo, a linha narrativa é surpreendente e tem um final inesperado (mas óbvio) que dá que pensar. As personagens, expressões, situações, curvas e contra-curvas da narrativa, são altamente estimulantes para a composição da banda sonora e tenciono fazer uma abordagem musical bastante diferente das histórias anteriores, com recurso a efeitos na guitarra, tratamento da voz e uso de outras fontes sonoras. Vamos lá ver o que acontece. Estamos no princípio...
A estreia vai acontecer no segundo trimestre de 2017 no Cine-Teatro de Castelo Branco e seguimos a seguir para o Cartaxo e Minde. Estamos a preparar uma grande digressão nacional mas ainda estamos em negociações... Assim que tivermos datas exactas, avisamos.
Até breve!
domingo, 29 de maio de 2016
Em defesa da escola pública
"Os impostos que pagamos são para manter um ensino público que garanta da melhor forma possível um princípio base das democracias europeias: a igualdade de oportunidades. (...)
"Qual seria a escola privada que estaria em condições de prestar o serviço de uma escola pública, por exemplo, num dos bairros mais pobres dos arredores de Lisboa, onde muitos dos alunos são de origem africana? Já fui a uma dessas escolas para falar da Europa e saí de lá com uma admiração enorme por quem a dirige e por quem lá ensina. Poderiam ir todos inscrever-se no São João de Brito com as propinas pagas pelo Estado? Sabemos a resposta."
Teresa de Sousa, Jornal Público 29.05.2016
Assine a petição em defesa da escola pública aqui
sexta-feira, 20 de maio de 2016
Luis Filipe Quitas
O Luís Filipe Quitas partiu ontem à noite. Cruzei-me com ele na peça "Pour Bien" de Sílvia Real da qual foi co-autor, intérprete e encenador (1995). Ele ajudou a imprimir um ritmo criativo alucinante e transformou todo o processo numa experiência delirante, inesquecível e irrepetível. Foi um dos trabalhos mais exigentes e que mais gostei de fazer. Obrigou-me a encarnar um personagem para conseguir inventar a música da peça - o Sakamoto da Alfama. Ensinou-me que critérios de "bom gosto" devem andar longe da actividade criativa porque só nos limitam. Ensinou-me a descobrir a beleza do lado foleiro que há em todos nós. Nunca mais me esqueci destes ensinamentos que continuo a usar e a transmitir a todos os meus alunos como algo essencial para a criação artística genuína. Um abraço Filipe.
HM na Escola Básica do Convento do Desagravo em Lisboa
No próximo dia 9 de Junho vamos fazer duas sessões do Dom Quixote na Escola Básica do Convento do Desagravo em Lisboa, um espaço muito bonito inaugurado em Setembro de 2015, mesmo ao lado da Igreja de Santa Engrácia.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
HM na Guarda (3)
Aqui fica a história inventada em conjunto pela turma do 3ºano, uma das várias actividades do atelier. Depois de cada um ter contribuído com uma frase, a Isabel narrou a história e eu acompanhei à guitarra. Por fim, todos desenharam em conjunto a partir da história que imaginaram.
Obrigado a todos! espero que nos voltemos a encontrar um dia destes!
Link dos Amigos das Escola de São Miguel e do Agrupamento com mais fotos da actividade.
Dom Quixote caiu num lago e encontrou um cavalo marinho. Depois, pediu ajuda ao cavalo marinho e começou a nadar em cima dele. Então, encontrou um cavalo de fogo e tentou montá-lo na terra só que não conseguiu porque ele era de fogo. Dom Quixote não conseguiu vestir a sua armadura porque se queimava. Entretanto, arranjou uma maneira para que o cavalo obedecesse às suas ordens e ajudasse as pessoas que tinham frio a fazer lareiras. De repente, assustou-se com um rato e queimou uma casa. Entretanto, o cavalo marinho apareceu para apagar o fogo e teve de vir muito depressa porque estava a começar a pegar fogo a um campo. Conseguiu apagar o fogo e o cavalo de fogo também ficou feliz porque não queimou o campo e as casas. Agradeceu ao cavalo marinho e o Dom Quixote foi para casa descansar e ler um livro. Quando o cavalo marinho acabou de apagar o fogo, Dom Quixote deu-lhe de comer e apresentou-o a um amigo que era um cavalo de erva.
FIM
Títulos sugeridos à posteriori:
- "Dom Quixote e os cavalos de vários tipos"
- "Os três cavalos mágicos"
- "Os três cavalos voadores"
- "As aventuras de Dom Quixote mais os cavalos"
- "O cavalo Arco-Íris"
- "O poder da magia"
- "Os três cavalos que salvaram Dom Quixote"
- "Dom Quixote e os seus amigos cavalos"
- "Dom Quixote e os quatro companheiros de viagem"
- "Os cavalos salvam Dom Quixote das ameaças"terça-feira, 17 de maio de 2016
HM na Guarda
Estivemos hoje na Biblioteca Eduardo Lourenço na Guarda com duas sessões de "O meu primeiro Dom Quixote" para duas turmas, uma do 3ºAno da Escola 1ªCEB S.Miguel da Guarda e uma do 4º Ano da Escola 1ºCEB Lameirinhas. Encontrámos uma biblioteca num espaço fabuloso que inclui uma sala dedicada ao conto, pensada e preparada para a leitura de histórias e outras actividades para os mais pequenos. É uma sala que permite uma proximidade do público que é essencial para o sucesso destas actividades. Contámos com o apoio total de todas as funcionárias que estiveram sempre presentes, participaram nos ateliers, colocaram questões ao lado das crianças. Percebe-se logo que estamos num lugar diferente, que quer fazer bem as coisas, que não se agarra às soluções mais fáceis e imediatas que infelizmente abundam por esse país fora em teatros e bibliotecas com programações inexistentes ou totalmente submetidas a critérios comerciais. Aqui não é assim e é uma alegria poder apresentar o nosso trabalho neste ambiente.
A somar a isto, tivemos duas turmas excepcionais em que as professoras tinham preparado os alunos para as nossas sessões! Conheciam a história, estavam informados sobre o Dom Quixote. Claro que nestas condições, o que se ganha com as nossas apresentações é muito mais, para ambas as partes.
No caso da turma do 4º ano, o atelier tomou uma direcção totalmente inesperada uma vez que esta turma está a ensaiar um espectáculo a partir do Dom Quixote. Tinham imensas perguntas para nos colocar sobre a a forma como se prepara um espectáculo, deste exercícios de aquecimento, técnicas de representação, banda-sonora, figurinos, composição, etc, etc. Foi muito bom sentir o entusiasmo com que recebiam as nossas dicas. Boa sorte para a vossa estreia! temos pena de não podermos estar aí…
Entretanto, conto colocar aqui amanhã as fotos dos desenhos fabulosos da turma do 3ºano e ainda a história do Dom Quixote que eles inventaram em que o nosso herói cavalga num cavalo marinho, num cavalo de fogo, num cavalo de erva e num cavalo de arco-íris. A não perder amanhã neste blog!
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Histórias Magnéticas na Guarda
No próximo dia 17, vamos voltar à Guarda para apresentar "O meu primeiro Dom Quixote". A última vez foi em 2010 com "A bomba e o general" no Teatro Municipal.
Há já bastante tempo que não fazíamos o Dom Quixote e foi um prazer retirar a partitura da gaveta e tocá-la de novo. Descobrem-se sempre coisas novas, surgem pequenos acertos e actualizações aqui e ali. Ainda por cima, esta apresentação na biblioteca Eduardo Lourenço, integra-se no programa evocativo dos 400 anos da morte de Cervantes.
Mais informação aqui
Subscrever:
Mensagens (Atom)


