sexta-feira, 20 de maio de 2016

Luis Filipe Quitas


O Luís Filipe Quitas partiu ontem à noite. Cruzei-me com ele na peça "Pour Bien" de Sílvia Real da qual foi co-autor, intérprete e encenador (1995). Ele ajudou a imprimir um ritmo criativo alucinante e transformou todo o processo numa experiência delirante, inesquecível e irrepetível. Foi um dos trabalhos mais exigentes e que mais gostei de fazer. Obrigou-me a encarnar um personagem para conseguir inventar a música da peça - o Sakamoto da Alfama.  Ensinou-me que critérios de "bom gosto" devem andar longe da actividade criativa porque só nos limitam. Ensinou-me a descobrir a beleza do lado foleiro que há em todos nós. Nunca mais me esqueci destes ensinamentos que continuo a usar e a transmitir a todos os meus alunos como algo essencial para a criação artística genuína. Um abraço Filipe.



HM na Escola Básica do Convento do Desagravo em Lisboa


No próximo dia 9 de Junho vamos fazer duas sessões do Dom Quixote na Escola Básica do Convento do Desagravo em Lisboa, um espaço muito bonito inaugurado em Setembro de 2015, mesmo ao lado da Igreja de Santa Engrácia.



quarta-feira, 18 de maio de 2016

HM na Guarda (3)


Aqui fica a história inventada em conjunto pela turma do 3ºano, uma das várias actividades do atelier. Depois de cada um ter contribuído com uma frase, a Isabel narrou a história e eu acompanhei à guitarra. Por fim, todos desenharam em conjunto a partir da história que imaginaram.
Obrigado a todos! espero que nos voltemos a encontrar um dia destes!
Link dos Amigos das Escola de São Miguel e do Agrupamento com mais fotos da actividade.


Dom Quixote caiu num lago e encontrou um cavalo marinho. Depois, pediu ajuda ao cavalo marinho e começou a nadar em cima dele. Então, encontrou um cavalo de fogo e tentou montá-lo na terra só que não conseguiu porque ele era de fogo. Dom Quixote não conseguiu vestir a sua armadura porque se queimava. Entretanto, arranjou uma maneira para que o cavalo obedecesse às suas ordens e ajudasse as pessoas que tinham frio a fazer lareiras. De repente, assustou-se com um rato e queimou uma casa. Entretanto, o cavalo marinho apareceu para apagar o fogo e teve de vir muito depressa porque estava a começar a pegar fogo a um campo. Conseguiu apagar o fogo e o cavalo de fogo também ficou feliz porque não queimou o campo e as casas. Agradeceu ao cavalo marinho e o Dom Quixote foi para casa descansar e ler um livro. Quando o cavalo marinho acabou de apagar o fogo, Dom Quixote deu-lhe de comer e apresentou-o a um amigo que era um cavalo de erva.

FIM

Títulos sugeridos à posteriori:

- "Dom Quixote e os cavalos de vários tipos"
- "Os três cavalos mágicos"
- "Os três cavalos voadores"
- "As aventuras de Dom Quixote mais os cavalos"
- "O cavalo Arco-Íris"
- "O poder da magia"
- "Os três cavalos que salvaram Dom Quixote"
- "Dom Quixote e os seus amigos cavalos"
- "Dom Quixote e os quatro companheiros de viagem"
- "Os cavalos salvam Dom Quixote das ameaças"




























terça-feira, 17 de maio de 2016

HM na Guarda


Estivemos hoje na Biblioteca Eduardo Lourenço na Guarda com duas sessões de "O meu primeiro Dom Quixote" para duas turmas, uma do 3ºAno da Escola 1ªCEB S.Miguel da Guarda e uma do 4º Ano da Escola 1ºCEB Lameirinhas. Encontrámos uma biblioteca num espaço fabuloso que inclui uma sala dedicada ao conto, pensada e preparada para a leitura de histórias e outras actividades para os mais pequenos. É uma sala que permite uma proximidade do público que é essencial para o sucesso destas actividades. Contámos com o apoio total de todas as funcionárias que estiveram sempre presentes, participaram nos ateliers, colocaram questões ao lado das crianças. Percebe-se logo que estamos num lugar diferente, que quer fazer bem as coisas, que não se agarra às soluções mais fáceis e imediatas que infelizmente abundam por esse país fora em teatros e bibliotecas com programações inexistentes ou totalmente submetidas a critérios comerciais. Aqui não é assim e é uma alegria poder apresentar o nosso trabalho neste ambiente.
A somar a isto, tivemos duas turmas excepcionais em que as professoras tinham preparado os alunos para as nossas sessões! Conheciam a história, estavam informados sobre o Dom Quixote. Claro que nestas condições, o que se ganha com as nossas apresentações é muito mais, para ambas as partes.
No caso da turma do 4º ano, o atelier tomou uma direcção totalmente inesperada uma vez que esta turma está a ensaiar um espectáculo a partir do Dom Quixote. Tinham imensas perguntas para nos colocar sobre a a forma como se prepara um espectáculo, deste exercícios de aquecimento, técnicas de representação, banda-sonora, figurinos, composição, etc, etc. Foi muito bom sentir o entusiasmo com que recebiam as nossas dicas. Boa sorte para a vossa estreia! temos pena de não podermos estar aí…
Entretanto, conto colocar aqui amanhã as fotos dos desenhos fabulosos da turma do 3ºano e ainda  a história do Dom Quixote que eles inventaram em que o nosso herói cavalga num cavalo marinho, num cavalo de fogo, num cavalo de erva e num cavalo de arco-íris. A não perder amanhã neste blog!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Histórias Magnéticas na Guarda


No próximo dia 17, vamos voltar à Guarda para apresentar "O meu primeiro Dom Quixote". A última vez foi em 2010 com "A bomba e o general" no Teatro Municipal.

Há já bastante tempo que não fazíamos o Dom Quixote e foi um prazer retirar a partitura da gaveta e tocá-la de novo. Descobrem-se sempre coisas novas, surgem pequenos acertos e actualizações aqui e ali. Ainda por cima, esta apresentação na biblioteca Eduardo Lourenço, integra-se no programa evocativo dos 400 anos da morte de Cervantes.

Mais informação aqui





terça-feira, 15 de setembro de 2015

E se tudo fosse amarelo?





Assisti no passado domingo na Culturgest, em Lisboa, à peça "E se tudo fosse amarelo?" de Sílvia Real. Só espero que este trabalho circule por todos os teatros e possa ser visto por todos os públicos, filhos, pais e avós. É que não há nada igual: é o resultado de 5 anos de trabalho que permitiu a estas crianças, agora na pré-adolescência, experimentarem e aprofundarem tudo e mais alguma coisa desde dançar, representar, tocar, compor, filosofar e, ao mesmo tempo, ir construindo um espectáculo. Eles e elas são todos impressionantes e tomam conta do palco com todo o profissionalismo, talento, inspiração, beleza… O espectáculo é lindo, único. As palavras que mais me ocorrem são liberdade e maturidade. A liberdade de não se estar preso a um estilo, correntes, épocas, tendências que faz com que no espectáculo oiçamos desde Malher, a Carla Bley e AC/DC, passando pelas geniais improvisações de um quarteto formado por contrabaixo, violoncelo, violino e clarinete. É tão bom quando as coisas são assim, quando flutuam por cima dos compartimentozinhos artísticos onde tantas vezes nos enfiamos.  
Maturidade porque o controlo dos materiais é total.
É o espectáculo que faltava, que nunca ninguém tinha feito. Muitos parabém a todos os interpretes/autores. Vão ver!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Trio em Castelo Branco


Vou tocar com o Trio de Mário Franco em Castelo Branco no próximo dia 25 no Festival "Noites Azuladas".
Desta vez, vamos ter o Bruno Pedroso na bateria.
Apareçam!
(mais informação aqui)

HM em Castelo Branco


Foram nos passados dias 14 e 15 que as Histórias Magnéticas regressaram ao Cine Teatro de Castelo Branco para apresentar "Um estranho barulho de asas".
Tal como da última vez, fomos muito bem recebidos pelo Carlos Semedo, programador do teatro, e ficámos rendidos ao dinamismo que este espaço e a cidade transmitem.
Contámos com crianças de 3 turmas diferentes, dos 4 aos 7 anos, e o concerto e atelier correram fantasticamente com todos a ouvir a história e a música em silêncio e depois, muitas perguntas, comentários e desenhos altamente criativos.
Usei pela primeira vez ao vivo a minha velhinha guitarra folk Yamaha que entretanto foi restaurada e electrificada pelo Roberto Mateus. Tinha-a comprado em Durham-Usa em 1998 numa loja de instrumentos indescritível, digna de um filme de cowboys, e custou-me 100 dólares. Sempre a tratei como um brinquedo, quando há  poucas semanas a levei ao atelier do Roberto que me disse que há poucas guitarras com madeiras daquela qualidade… está a soar muito bem e adorei tocar nela. Curiosamente, também voltei à minha primeira guitarra eléctrica , uma Gibson SG, para os concertos de Jazz. São instrumentos velhos e maravilhosos, cheios de som. Nunca fui muito adepto das semi-acústicas. Sempre preferi guitarras de rock, de corpo sólido, para tocar jazz. Talvez porque a primeira guitarra que me caiu no colo foi uma Gibson SG na qual tentava soar como o Wes Montgomery…



domingo, 28 de junho de 2015

Pessoa invisível no Vimeo

Já está no Vimeo a versão completa do filme que o Bruno Canas fez da performance "Pessoa invisível".
(Aqui com boa definição)


quinta-feira, 25 de junho de 2015

"Pessoa invisível" na Casa Fernando Pessoa



1915, O ano do Orpheu


A versão que gravei da Ode Triunfal de Álvaro de Campos para a performance "Pessoa invisível" integra a exposição "1915, o ano do Orpheu" no Museu da Electricidade em Lisboa. 
















1915, O ANO DO ORPHEU

Coletiva

26 junho a 20 setembro 2015
Terça a Domingo
das 10h às 18h
Entrada livre
Lisboa
Museu da Eletricidade
Comissário: Steffen Dix

Uma revisitação ao ano de 1915 no contexto do Orpheu.

Em 1915 são publicados os dois números da revista Orpheu. Esgotam-se num instante e suscitam uma irritação geral. Os colaboradores da revista – entre eles Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro ou Almada Negreiros – orgulham-se de ser chamados “paranóicos”. Em Portugal, a modernidade artística e literária começa com um enorme escândalo público. 
De que forma podemos mergulhar no cenário complexo e fascinante que fez surgir o modernismo em Portugal? Como relatar a atmosfera sombria em que uma guerra violenta começa a espalhar-se pelo mundo? São estas perguntas que guiam a exposição “1915 – O ano do Orpheu”.
Comissariada por Steffen Dix e produzida em parceria com o Centro Nacional de Cultura, a exposição conduz-nos pelo ano de 1915, de forma cronológica, através de registos bibliográficos, fotografias, objectos, filmes, cartazes publicitários, material bélico, desenhos, poesia – da época. Um retrato de tradição e de ruptura. Uma espécie de cápsula do tempo dentro da qual os diferentes discursos culturais e interações sociais da época nos levam a constatar que o ano de 1915 está tão longe e tão perto de nós. 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Ornette Coleman


O saxofonista Ornette Coleman deixou-nos ontem aos 85 anos. Recebi esta triste notícia no meio de um ensaio com o trio do Mário Franco. Curiosamente, foi neste trio que toquei pela primeira vez muitas composições do Ornette Coleman: Ramblin, Una muy bonita, Lonely Woman, The blessing, Blues Connotation, entre outros… Toda a gente sabe que o Ornette inventou uma nova maneira de tocar em grupo e ocupou um lugar único na história do Jazz. Acho que se criou uma grande confusão à volta da sua música que, na minha opinião, não tinha nada de "free": qualquer músico que tenha tocado os seus temas sabe que partem de uma melodia (sempre genial!), que existe uma forma e uma harmonia. Agora, cada músico, no contexto do grupo,  é livre de usar estes elementos como quiser: pode tocar sobre os acordes implícitos, ou não. Pode seguir a forma, ou não. Pode usar a melodia, ou não. Pode seguir a pulsação, ou não. E é nesta simultaneidade de vozes em "uníssono consigo próprias" como dizia o Ornette, que floresce a genialidade e a beleza desta música. Harmolodics, foi como o músico denominou o seu sistema. Sinceramente, sempre achei que foram os grupos do Ornette que melhor fizeram Harmolodics. Deixou aqui um exemplo que adoro da sua banda PrimeTime do disco Tone Dialing. VIVA O ORNETTE COLEMAN!!!








segunda-feira, 8 de junho de 2015

Trio em Sesimbra




Vou tocar com o Trio de Mário Franco (contrabaixo) com o Alexandre Frazão na bateria no café Velvet em Sesimbra na próxima sexta-feira, 12 de Junho pelas 22h00. 
Vamos fazer o mesmo programa que fizemos no Festival Abril Jazz Mil em Palmela com 99% de música original.
Apareçam!

"Pessoa Invisível" na Feira do Livro de Lisboa