segunda-feira, 9 de maio de 2016
Histórias Magnéticas na Guarda
No próximo dia 17, vamos voltar à Guarda para apresentar "O meu primeiro Dom Quixote". A última vez foi em 2010 com "A bomba e o general" no Teatro Municipal.
Há já bastante tempo que não fazíamos o Dom Quixote e foi um prazer retirar a partitura da gaveta e tocá-la de novo. Descobrem-se sempre coisas novas, surgem pequenos acertos e actualizações aqui e ali. Ainda por cima, esta apresentação na biblioteca Eduardo Lourenço, integra-se no programa evocativo dos 400 anos da morte de Cervantes.
Mais informação aqui
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
terça-feira, 15 de setembro de 2015
E se tudo fosse amarelo?
Assisti no passado domingo na Culturgest, em Lisboa, à peça "E se tudo fosse amarelo?" de Sílvia Real. Só espero que este trabalho circule por todos os teatros e possa ser visto por todos os públicos, filhos, pais e avós. É que não há nada igual: é o resultado de 5 anos de trabalho que permitiu a estas crianças, agora na pré-adolescência, experimentarem e aprofundarem tudo e mais alguma coisa desde dançar, representar, tocar, compor, filosofar e, ao mesmo tempo, ir construindo um espectáculo. Eles e elas são todos impressionantes e tomam conta do palco com todo o profissionalismo, talento, inspiração, beleza… O espectáculo é lindo, único. As palavras que mais me ocorrem são liberdade e maturidade. A liberdade de não se estar preso a um estilo, correntes, épocas, tendências que faz com que no espectáculo oiçamos desde Malher, a Carla Bley e AC/DC, passando pelas geniais improvisações de um quarteto formado por contrabaixo, violoncelo, violino e clarinete. É tão bom quando as coisas são assim, quando flutuam por cima dos compartimentozinhos artísticos onde tantas vezes nos enfiamos.
Maturidade porque o controlo dos materiais é total.
É o espectáculo que faltava, que nunca ninguém tinha feito. Muitos parabém a todos os interpretes/autores. Vão ver!
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Trio em Castelo Branco
Vou tocar com o Trio de Mário Franco em Castelo Branco no próximo dia 25 no Festival "Noites Azuladas".
Desta vez, vamos ter o Bruno Pedroso na bateria.
Apareçam!
(mais informação aqui)
HM em Castelo Branco
Foram nos passados dias 14 e 15 que as Histórias Magnéticas regressaram ao Cine Teatro de Castelo Branco para apresentar "Um estranho barulho de asas".
Tal como da última vez, fomos muito bem recebidos pelo Carlos Semedo, programador do teatro, e ficámos rendidos ao dinamismo que este espaço e a cidade transmitem.
Contámos com crianças de 3 turmas diferentes, dos 4 aos 7 anos, e o concerto e atelier correram fantasticamente com todos a ouvir a história e a música em silêncio e depois, muitas perguntas, comentários e desenhos altamente criativos.
Usei pela primeira vez ao vivo a minha velhinha guitarra folk Yamaha que entretanto foi restaurada e electrificada pelo Roberto Mateus. Tinha-a comprado em Durham-Usa em 1998 numa loja de instrumentos indescritível, digna de um filme de cowboys, e custou-me 100 dólares. Sempre a tratei como um brinquedo, quando há poucas semanas a levei ao atelier do Roberto que me disse que há poucas guitarras com madeiras daquela qualidade… está a soar muito bem e adorei tocar nela. Curiosamente, também voltei à minha primeira guitarra eléctrica , uma Gibson SG, para os concertos de Jazz. São instrumentos velhos e maravilhosos, cheios de som. Nunca fui muito adepto das semi-acústicas. Sempre preferi guitarras de rock, de corpo sólido, para tocar jazz. Talvez porque a primeira guitarra que me caiu no colo foi uma Gibson SG na qual tentava soar como o Wes Montgomery…
domingo, 28 de junho de 2015
Pessoa invisível no Vimeo
Já está no Vimeo a versão completa do filme que o Bruno Canas fez da performance "Pessoa invisível".
(Aqui com boa definição)
(Aqui com boa definição)
quinta-feira, 25 de junho de 2015
1915, O ano do Orpheu
A versão que gravei da Ode Triunfal de Álvaro de Campos para a performance "Pessoa invisível" integra a exposição "1915, o ano do Orpheu" no Museu da Electricidade em Lisboa.
1915, O ANO DO ORPHEU
Coletiva
26 junho a 20 setembro 2015
Terça a Domingo
das 10h às 18h
Entrada livre
Lisboa
Museu da Eletricidade
Comissário: Steffen Dix
Uma revisitação ao ano de 1915 no contexto do Orpheu.
Em 1915 são publicados os dois números da revista Orpheu. Esgotam-se num instante e suscitam uma irritação geral. Os colaboradores da revista – entre eles Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro ou Almada Negreiros – orgulham-se de ser chamados “paranóicos”. Em Portugal, a modernidade artística e literária começa com um enorme escândalo público.
De que forma podemos mergulhar no cenário complexo e fascinante que fez surgir o modernismo em Portugal? Como relatar a atmosfera sombria em que uma guerra violenta começa a espalhar-se pelo mundo? São estas perguntas que guiam a exposição “1915 – O ano do Orpheu”.
Comissariada por Steffen Dix e produzida em parceria com o Centro Nacional de Cultura, a exposição conduz-nos pelo ano de 1915, de forma cronológica, através de registos bibliográficos, fotografias, objectos, filmes, cartazes publicitários, material bélico, desenhos, poesia – da época. Um retrato de tradição e de ruptura. Uma espécie de cápsula do tempo dentro da qual os diferentes discursos culturais e interações sociais da época nos levam a constatar que o ano de 1915 está tão longe e tão perto de nós.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Ornette Coleman
O saxofonista Ornette Coleman deixou-nos ontem aos 85 anos. Recebi esta triste notícia no meio de um ensaio com o trio do Mário Franco. Curiosamente, foi neste trio que toquei pela primeira vez muitas composições do Ornette Coleman: Ramblin, Una muy bonita, Lonely Woman, The blessing, Blues Connotation, entre outros… Toda a gente sabe que o Ornette inventou uma nova maneira de tocar em grupo e ocupou um lugar único na história do Jazz. Acho que se criou uma grande confusão à volta da sua música que, na minha opinião, não tinha nada de "free": qualquer músico que tenha tocado os seus temas sabe que partem de uma melodia (sempre genial!), que existe uma forma e uma harmonia. Agora, cada músico, no contexto do grupo, é livre de usar estes elementos como quiser: pode tocar sobre os acordes implícitos, ou não. Pode seguir a forma, ou não. Pode usar a melodia, ou não. Pode seguir a pulsação, ou não. E é nesta simultaneidade de vozes em "uníssono consigo próprias" como dizia o Ornette, que floresce a genialidade e a beleza desta música. Harmolodics, foi como o músico denominou o seu sistema. Sinceramente, sempre achei que foram os grupos do Ornette que melhor fizeram Harmolodics. Deixou aqui um exemplo que adoro da sua banda PrimeTime do disco Tone Dialing. VIVA O ORNETTE COLEMAN!!!
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Trio em Sesimbra
Vou tocar com o Trio de Mário Franco (contrabaixo) com o Alexandre Frazão na bateria no café Velvet em Sesimbra na próxima sexta-feira, 12 de Junho pelas 22h00.
Vamos fazer o mesmo programa que fizemos no Festival Abril Jazz Mil em Palmela com 99% de música original.
Apareçam!
domingo, 26 de abril de 2015
Timor (2013)
Foi em Setembro de 2013 que as Histórias Magnéticas estiveram em Timor. Foi uma viagem inesquecível e às vezes as saudades atacam como me aconteceu hoje… pus-me a remecher nas coisas que de lá trouxe e encontrei, numa pasta muito bem guardada, uma série de 23 desenhos que nos foram oferecidos pelos alunos de uma turma da Escola Portuguesa Rui Cinatti e que são absolutamente fabulosos! Uma preciosidade!
Aqui ficam as digitalizações (que ficam muito aquém da beleza dos originais…). Alguns nomes não consegui identificar devidamente. Peço desculpas aos autores. A todos eles e também aos professores e direcção desta escola, um grande abraço e esperamos voltar a Timor um dia destes!
Eveline Celeste Payalara Oliveira Sarmento
Carlem (?)
Blema
Jan Rulhe Indart (?)
Elutchi pi
Rodrigo Savio Soares Pais Abrantes
Frei-Tomé
Agata Cunha de Sousa (?)
Thayná Naimo
Benizia Mairessi Faria Corte-Real
Ildinho Nobre Guterres
Alescia Jasmine Verdial de Assis
Eduard dos Martires Pereira
Gonçalo Alves Boavida
Loi Raclassi (?)
Bakhita
Luísa Araújo
Gabriela
Gaspar Sarmento Pinto
Florinda Luisa da Silva
Ana Luisa Marinho
Gracita Henriques Mota
sábado, 25 de abril de 2015
Revolução
Aqui fica uma fotografia da última sessão de "Pessoa invisível" no Café Orpheu esta tarde em Lisboa - 25 de Abril de 2015. Comemorámos assim os 100 anos da publicação da revista Orpheu e os 41 de Abril de 1974. Duas Revoluções.
sexta-feira, 24 de abril de 2015
VERGONHA
VERGONHA é que eu sinto perante a reacção da União Europeia ao drama dos emigrantes de África que tentam desesperadamente chegar à Europa pelo mediterrâneo nas condições que se sabe.
Estes seres humanos estão em desespero e numa situação de fragilidade total, entalados entre duas formas de morrer.
A única forma de ajudar estas pessoas JÁ é reunir todas as condições para as salvar do afogamento e a seguir acolhe-las em todos os países da União Europeia.
Leia-se o depoimento conjunto redigido pelos vários altos-comissários da Organização das Nações Unidas sobre esta questão:
“The European Union response needs to go beyond the present minimalist approach in the 10 Point Plan on Migration, announced by the EU on Monday, which focuses primarily on stemming the arrival of migrants and refugees on its shore,”
“We urge EU member States to demonstrate moral and political leadership in adopting a holistic and forward-looking action plan centred upon these values.”
(…)
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Pessoa Invisível - últimas apresentações
Subscrever:
Mensagens (Atom)





























