quinta-feira, 25 de junho de 2015
1915, O ano do Orpheu
A versão que gravei da Ode Triunfal de Álvaro de Campos para a performance "Pessoa invisível" integra a exposição "1915, o ano do Orpheu" no Museu da Electricidade em Lisboa.
1915, O ANO DO ORPHEU
Coletiva
26 junho a 20 setembro 2015
Terça a Domingo
das 10h às 18h
Entrada livre
Lisboa
Museu da Eletricidade
Comissário: Steffen Dix
Uma revisitação ao ano de 1915 no contexto do Orpheu.
Em 1915 são publicados os dois números da revista Orpheu. Esgotam-se num instante e suscitam uma irritação geral. Os colaboradores da revista – entre eles Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro ou Almada Negreiros – orgulham-se de ser chamados “paranóicos”. Em Portugal, a modernidade artística e literária começa com um enorme escândalo público.
De que forma podemos mergulhar no cenário complexo e fascinante que fez surgir o modernismo em Portugal? Como relatar a atmosfera sombria em que uma guerra violenta começa a espalhar-se pelo mundo? São estas perguntas que guiam a exposição “1915 – O ano do Orpheu”.
Comissariada por Steffen Dix e produzida em parceria com o Centro Nacional de Cultura, a exposição conduz-nos pelo ano de 1915, de forma cronológica, através de registos bibliográficos, fotografias, objectos, filmes, cartazes publicitários, material bélico, desenhos, poesia – da época. Um retrato de tradição e de ruptura. Uma espécie de cápsula do tempo dentro da qual os diferentes discursos culturais e interações sociais da época nos levam a constatar que o ano de 1915 está tão longe e tão perto de nós.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Ornette Coleman
O saxofonista Ornette Coleman deixou-nos ontem aos 85 anos. Recebi esta triste notícia no meio de um ensaio com o trio do Mário Franco. Curiosamente, foi neste trio que toquei pela primeira vez muitas composições do Ornette Coleman: Ramblin, Una muy bonita, Lonely Woman, The blessing, Blues Connotation, entre outros… Toda a gente sabe que o Ornette inventou uma nova maneira de tocar em grupo e ocupou um lugar único na história do Jazz. Acho que se criou uma grande confusão à volta da sua música que, na minha opinião, não tinha nada de "free": qualquer músico que tenha tocado os seus temas sabe que partem de uma melodia (sempre genial!), que existe uma forma e uma harmonia. Agora, cada músico, no contexto do grupo, é livre de usar estes elementos como quiser: pode tocar sobre os acordes implícitos, ou não. Pode seguir a forma, ou não. Pode usar a melodia, ou não. Pode seguir a pulsação, ou não. E é nesta simultaneidade de vozes em "uníssono consigo próprias" como dizia o Ornette, que floresce a genialidade e a beleza desta música. Harmolodics, foi como o músico denominou o seu sistema. Sinceramente, sempre achei que foram os grupos do Ornette que melhor fizeram Harmolodics. Deixou aqui um exemplo que adoro da sua banda PrimeTime do disco Tone Dialing. VIVA O ORNETTE COLEMAN!!!
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Trio em Sesimbra
Vou tocar com o Trio de Mário Franco (contrabaixo) com o Alexandre Frazão na bateria no café Velvet em Sesimbra na próxima sexta-feira, 12 de Junho pelas 22h00.
Vamos fazer o mesmo programa que fizemos no Festival Abril Jazz Mil em Palmela com 99% de música original.
Apareçam!
domingo, 26 de abril de 2015
Timor (2013)
Foi em Setembro de 2013 que as Histórias Magnéticas estiveram em Timor. Foi uma viagem inesquecível e às vezes as saudades atacam como me aconteceu hoje… pus-me a remecher nas coisas que de lá trouxe e encontrei, numa pasta muito bem guardada, uma série de 23 desenhos que nos foram oferecidos pelos alunos de uma turma da Escola Portuguesa Rui Cinatti e que são absolutamente fabulosos! Uma preciosidade!
Aqui ficam as digitalizações (que ficam muito aquém da beleza dos originais…). Alguns nomes não consegui identificar devidamente. Peço desculpas aos autores. A todos eles e também aos professores e direcção desta escola, um grande abraço e esperamos voltar a Timor um dia destes!
Eveline Celeste Payalara Oliveira Sarmento
Carlem (?)
Blema
Jan Rulhe Indart (?)
Elutchi pi
Rodrigo Savio Soares Pais Abrantes
Frei-Tomé
Agata Cunha de Sousa (?)
Thayná Naimo
Benizia Mairessi Faria Corte-Real
Ildinho Nobre Guterres
Alescia Jasmine Verdial de Assis
Eduard dos Martires Pereira
Gonçalo Alves Boavida
Loi Raclassi (?)
Bakhita
Luísa Araújo
Gabriela
Gaspar Sarmento Pinto
Florinda Luisa da Silva
Ana Luisa Marinho
Gracita Henriques Mota
sábado, 25 de abril de 2015
Revolução
Aqui fica uma fotografia da última sessão de "Pessoa invisível" no Café Orpheu esta tarde em Lisboa - 25 de Abril de 2015. Comemorámos assim os 100 anos da publicação da revista Orpheu e os 41 de Abril de 1974. Duas Revoluções.
sexta-feira, 24 de abril de 2015
VERGONHA
VERGONHA é que eu sinto perante a reacção da União Europeia ao drama dos emigrantes de África que tentam desesperadamente chegar à Europa pelo mediterrâneo nas condições que se sabe.
Estes seres humanos estão em desespero e numa situação de fragilidade total, entalados entre duas formas de morrer.
A única forma de ajudar estas pessoas JÁ é reunir todas as condições para as salvar do afogamento e a seguir acolhe-las em todos os países da União Europeia.
Leia-se o depoimento conjunto redigido pelos vários altos-comissários da Organização das Nações Unidas sobre esta questão:
“The European Union response needs to go beyond the present minimalist approach in the 10 Point Plan on Migration, announced by the EU on Monday, which focuses primarily on stemming the arrival of migrants and refugees on its shore,”
“We urge EU member States to demonstrate moral and political leadership in adopting a holistic and forward-looking action plan centred upon these values.”
(…)
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Pessoa Invisível - últimas apresentações
terça-feira, 21 de abril de 2015
"Um estranho barulho de asas" no Teatro da Voz
Foi hoje de manhã que voltámos ao Teatro da Voz em Lisboa, desta vez para apresentar "Um estranho barulho de Asas" a duas turmas das E.B 1 Marqueses de Távora. Esta escola tem sabido, e bem, aproveitar as iniciativas para a infância organizadas pelo teatro da Voz.
A sessão correu-nos muito bem, com a Isabel cheia de inspiração e a conseguir levar as crianças consigo para dentro desta história milenar cheia de deuses, semi-deuses e viagens interestelares.
A prova disto, foi a quantidade de perguntas e comentários que surgiram no atelier e também a facilidade com que se puseram a inventar e a nomear as suas próprias constelações.
terça-feira, 14 de abril de 2015
Nungu no Teatro da Voz
Estivemos esta manhã no Teatro da Voz em Lisboa a apresentar "Nungu e a senhora hipopótamo".
Já não fazíamos esta história há algum tempo. Deu bastante trabalho reaprender a música e voltar a pegar na guitarra barítono, mas valeu a pena! tocámos para três turmas (60 crianças!), uma da Escola da Voz do Operário do Restelo e as outras duas da E.B 1 Marqueses de Távora.
A todos, mais uma vez, obrigado!
segunda-feira, 30 de março de 2015
quarta-feira, 4 de março de 2015
Trio no Festival Cumplicidades
O trio do Mário Franco vai tocar no Festival Cumplicidades no próximo dia 13, às 22h00 no "Bom, o mau e o Vilão". Desta vez será com o Alexandre Frazão em bateria. Há bastante música nova para ouvir. Apareçam!
p.s: o disco está à venda aqui no blog, já ali embaixo, à direita...
segunda-feira, 2 de março de 2015
Vigília no Conservatório Nacional
VIGÍLIA NO CONSERVATÓRIO NACIONAL
3 de Março - 4 de Março (na noite de terça-feira para quarta-feira)
Horário: A vigília terá início às 20:00 de dia 3 e terá o seu final no dia 4 às 8:00.
Localização: Entrada pelo Foyer do Conservatório Nacional - Rua dos Caetanos, 23, Lisboa
É chamada a participar no evento toda a Comunidade - Artistas, Transeuntes, Cidadãos.
Alunos, pais e outros familiares, professores, funcionários, amigos do Conservatório, antigos alunos, antigos professores, etc..
Actividades/Iniciativas:
20h - Chegada e acender de fileira de velas (velas de cemitério, resistentes às adversidades climatéricas) em redor da fachada do conservatório,
21.30h - Plenário com todos os participantes da vigília em que se continuará a reflexão e discussão sobre os protestos.
22.30h - Actuações e participações espontâneas por parte de todos os presentes, das mais diversas áreas. Estará disponível o "Palco Bomtempo", no Foyer e Piano na Galeria.
Convidamos todos a trazer a sua Música, instrumentos musicais, a sua Dança ou Poesia.
Porque TODOS JUNTOS podemos MUITO!
Porque TODOS JUNTOS podemos MUITO!
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