segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Teatro da Voz
Foi ontem a abertura oficial do Teatro da Voz (antigo Teatro da Graça) que fica na Travessa de São Vicente, uma ruazinha inclinada que fica do lado direito para quem está de frente ao edifício da Voz do Operário. Este espaço estava fechado há 12 anos e reabriu agora graças ao empenho da coreógrafa Sílvia Real (coordenadora do recém criado Centro de Formação Artística que vai funcionar neste espaço), da EIRA (estrutura do coreógrafo Francisco Camacho) e da direcção da Voz do Operário. As Histórias Magnéticas tiveram a honra de participar nas muitas actividades que decorreram nesse dia e que marca o nascimento de uma colaboração que considero verdadeiramente exemplar, inovadora, FANTÁSTICA!! Em primeiro lugar porque não há dinheiro envolvido: a Voz do Operário cede o espaço e o Centro de Formação Artística e a EIRA, a troco da utilização do mesmo para ensaios e criação de um grupo de artistas da zona da Graça, garante formação em expressão dramática, artes plásticas, música, dança, vídeo e cinema aos alunos da Escola da Voz do Operário. Estes podem ainda assistir a muitos dos ensaios que decorrerão no teatro (o que já aconteceu com as Histórias Magnéticas, por exemplo). Depois, porque acho genial a ligação intíma que se vai estabelecer entre uma escola e um teatro. Não conheço nenhum outro exemplo assim. Qual será a relação destas crianças com a criação artística daqui a 10 anos? Certamente não serão todos criadores nem me parece que seja isso que se pretende, mas de certeza que vão ter mentes muito mais abertas e receptivas ás variadíssimas formas de expressão artística e uma relação muito mais próxima com a arte em geral, o que só as pode ajudar a serem melhores matemáticos, informáticos, médicos, advogados, gestores ou vendedores de automóveis. Pessoalmente, sempre sonhei com este modelo de colaboração e ver nascer uma coisa destas ao lado de casa, é muito comovente. E para terminar, é uma alternativa inteligente a estes tempos de crise (que não me parece que seja só económica).
Parabéns e obrigado a todos os que estiveram por trás disto. Espero que inspire muitos outros exemplos!
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Timor Leste
Chegámos no dia 30 de Setembro de Timor, onde apresentámos "Nungu e a senhora hipopótamo" e "Enquanto o meu cabelo crescia". Estivemos na Escola Portuguesa Ruy Cinatti, na Fundação Oriente e no Centro de Recursos de Maubara, num total de 11 sessões em 5 dias!
Esta foi a nossa estreia fora de Portugal e um grande teste ás Histórias Magnéticas e á sua eficácia perante públicos que não têm o português como primeira língua ou que nunca tenham sequer assistido a um espectáculo. Foi uma experiência inesquecível que nos encheu de satisfação. Não tenho agora dúvidas de que as crianças são iguais em toda a parte. Se não dominam a língua, isso não as atrapalha e focam-se noutros aspectos do espectáculo: a música, a guitarra eléctrica, a voz e os gestos da Isabel ou as ilustrações que projectamos de "Nungu e a Senhora Hipopótamo".
O vídeo que aqui vos deixo, foi filmado no centro de recursos de Maubara, a poucos quilómetros de Dili, onde chegámos num jeep alugado, acompanhados pela Laura da MUDA (Associação para a protecção e promoção dos direitos humanos) e pelo Benoit que conduziu e filmou. Á nossa espera estava a Cláudia do MÓS BELE (Cluster de cooperação Timor Leste) e dezenas de crianças de todas as idades acompanhadas de alguns familiares. Montámos o nosso equipamento portátil em 5m mas o estabilizador de corrente estava avariado… Preparámo-nos para fazer a nossa primeira versão acústica (alguém apareceu com uma guitarra clássica) mas felizmente lá se arranjou um estabilizador de corrente e começámos de imediato. O calor era brutal, eu pingava suor por todos os poros, mas foi um prazer fazer as Histórias Magnéticas com excelente som para este público, exactamente como queríamos.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Lagos
Estivemos no dia 17 em Lagos, no âmbito do festival Verão Azul, com a história "Nungu e a senhora hipopótamo". Foi no Teatro Experimental de Lagos, uma sala que permitiu a proximidade ideal entre nós e o público.
Apesar do ambiente da cidade que neste mês parece transformar-se num shopping sobrelotado de gente aparentemente pouco disponível para qualquer actividade cultural, contámos com um pequeno grupo de pais, mães, filhos, filhas e avós muitissímo simpático e interessado no que lhes oferecemos.
A história correu-nos muito bem e o atelier foi dos melhores que já fizemos. Sem dar por isso, tinhamos toda a gente a tocar conosco no palco depois de uma conversa muito animada sobre a história! O tempo voou...
Muito obrigado e parabéns à organização deste festival.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Timor - Leste
As Histórias Magnéticas foram um dos 70 projectos a beneficiar do apoio à internacionalização da DGArtes!
E é assim que vamos apresentar em Timor Leste já no próximo mês de Setembro as histórias "Enquanto o meu cabelo crescia" e "O meu primeiro Dom Quixote".
Neste mapa e gráfico (jornal público, 5/8/2013) pode ver-se a distribuição dos apoios por país.
Lá estamos nós mesmo à pontinha!
Escola Portuguesa de Dili : 25 e 26 de Setembro (3 apresentações)
Fundação Oriente (Dili): 27 de Setembro (2 apresentações)
Província de Maubara: 28 de Setembro (1 apresentação)
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Trio em Redondo
O meu trio com o Mário Franco (contrabaixo) e o André Sousa Machado (bateria) vai tocar hoje em Redondo, no Alentejo, nas "Ruas Floridas 2013".
Será em frente às mulharas do castelo pelas 21h30. Se estiverem por perto, apareçam!
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Lisboa - J.Freguesia de Santos-o-Velho
Fizemos ontem 2 sessões das Histórias Magnéticas - "Nungu e a Senhora Hipopótamo" - na Junta de Freguesia de Santos-o-Velho, em Lisboa para as crianças inscritas no programa Praia-Campo.
Foi a segunda vez que fizemos esta história e desta vez, as condições da sala não permitiram a projecção das imagens. Mesmo assim, a resposta das crianças à história foi muito boa e para nós foi interessante testar este trabalho só com o acompanhamento musical. É incrível como a presença das imagens acrescenta uma nova dimensão ao espectáculo, mas ao mesmo tempo, pode condicionar significativamente a imaginação visual das crianças. O facto de não lhes ser fornecida uma representação visual do herói da história, leva-as a ter que "desenhar" o personagem no interior das suas próprias cabeças.
No entanto, o atelier que imaginámos para o Nungu é bastante mais virado para o lado musical e por isso não é prejudicado por essa questão. Parte do tempo do atelier, foi ocupado recriando a atmosfera assustadora de uma selva à noite. Para as colocar no estado de espirito certo, pedimos às crianças que enumerem alguns dos seus medos. Depois, apresentamos-lhes uma série de instrumentos de percussão desde maracas a sapos reco-reco e simuladores de tempestades (alguns destes, comprei-os na feira do artesanato 2013 em Lisboa, na FIL, no stand de uma loja espanhola especializada em instrumentos de todo o mundo - "Ritual Sound") que eles depois usam para, juntamente comigo na guitarra, provocar medo e sustos possíveis de suceder numa selva escura. Há também velhas garrafas de plástico coladas ao chão que funcionam como armadilhas sonoras que eles pisam inadvertidamente e os fazem reagir e fugir. O resultado foi fantástico!
Apesar das sessões terem acontecido à tarde, depois do regresso das crianças da praia e já cansadas, a sua atenção foi constante o que me deixou a mim e à Isabel muito felizes!
John Zorn
O concerto do "Electric Massada" a que assisti no passado domingo (4.8.2013) no anfiteatro ao ar livre da Gulbenkian, foi um daqueles que nunca mais se esquecem. Genial!
Descobri o John Zorn pela mão dos meus amigos bailarinos nos anos 80 em Nova Iorque. A música dele era amplamente usada pelos coreógrafos por razões fáceis de explicar: era uma música multidireccional que cruzava genialmente linguagens e conceitos aparentemente antagónicos. Perfeito para as explorações em dança nesse período. Não aderi à primeira, embora as suas composições, ainda que inconscientemente, influenciaram-me logo. Progressivamente, fui descobrindo vários dos seus trabalhos até que a música dele se tornou "normal" para mim.
No Domingo fui ouvi-lo e encontrei um John Zorn numa forma esmagadora. Fez-me pensar imenso no Ornette Coleman, sem ser harmolodics: uma música inimitável e hiper-comunicativa. E, se ainda não tinha a certeza, para mim este músico passou a ser tão importante na história do Jazz como o Miles e o Ornette. Abriu os horizontes a uma data de gente.
Recentemente, o Pat Metheny (outra das minhas referências), gravou um disco só com música do J.Zorn. Recomendo altamente.
Só para acabar (onde devia ter começado): achei importante levar as minhas duas crianças (de 4 e 10 anos) a ouvir este concerto. Estava cheio de vontade que elas provassem um pouco da atmosfera criativa do downtown nova-iorquino dos anos 80 e foi muito mais do que isso! Nada teve de revivalista. Foi uma bomba de ar novo! Elas adoraram.
Obrigado ao John Zorn e a toda a banda que esteve com ele.
sábado, 3 de agosto de 2013
Próximas datas
"Nungu e a Senhora Hipopótamo", Junta de Freguesia de Santos-O-Velho, Lisboa
5 de Agosto às 13h30 e 15h
"Nungu e a Senhora Hipopótamo", Festival Verão Azul, Lagos
(http://www.festivalveraoazul.co/?s=nungu)
17 de Agosto
"Enquanto o meu cabelo crescia" + "O meu primeiro Dom Quixote", Dili, Timor-Leste
Setembro
"Nungu e a Senhora Hipopótamo", Auditório Carlos Paredes, Lisboa
13 de Outubro
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Redondo
Estreámos ontem, dia 3 de Julho, a IV História Magnética! Foi no Centro Cultural do Redondo, nosso apoiante desde o princípio. Trata-se da história "Nungu e a Senhora Hipopótamo" da escritora inglesa Babette Cole. É um livro de 1978 que descobri já há uns anos na livraria Sá da Costa, em Lisboa, onde se costumavam encontrar livros antigos para a infância com histórias e ilustrações incríveis. Este é um deles. Aqui fica uma pequena amostra desta estreia onde também toquei pela primeira vez uma guitarra barítono construída para mim pelo Roberto Mateus que é um luthier excepcional.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Domicília Magic Show - Serralves em Festa 2013
A Sra. Domicília é um personagem que ajudei a criar em 1998 com Sílvia Real para a trilogia Casio Tone / Subtone / Tritone. Este personagem renasceu agora em "Domicília Magic Show", uma performance de rua para o Serralves em Festa 2013, na qual colaborei. Aconteceu no último fim-de-semana - a 7 e 8 de Junho - e espero que se repita em muitos outros jardins de Portugal e do mundo...
Domicília Magic Show from silvia real on Vimeo.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Trio em Sesimbra
Vou tocar a Sesimbra com o trio que tenho com o contrabaixista Mário Franco e o baterista André Sousa Machado. Será no clube Velvet já na próxima sexta-feira, dia 17 pelas 22h30.
E já agora, no dia seguinte, sábado, vou tocar em duo com o Mário Franco no restaurante Via Graça em Lisboa, a partir das 20h. O repertório será parecido e percorre um período longo da história do Jazz (e não só, também tocamos Burt Bacharach) com arranjos que vimos fazendo juntos há muito tempo de clássicos como "solar" de Miles Davis ou "In your own sweet way".
Apareçam!
sábado, 27 de abril de 2013
Viseu 2
Voltei na quarta-feira de Viseu onde fizemos 6 apresentações do Dom Quixote no Teatro Viriato. Contámos com 4 turmas do primeiro ciclo e 2 grupos de portadores de deficiência mental respectivamente do Internato Vitor Fontes e da Associação Vários. Foi uma experiência inesquecível trabalhar com todos, mas foi diferente trabalhar com estes 2 grupos. A comunicação foi total e rapidamente se estabeleceu um ambiente de grande proximidade em que todos participaram. Fiquei especialmente sensibilizado com o trabalho e dedicação dos acompanhantes liderados pela Dra. Olga (I.V.Fontes) e por Débora Lopes (A.Vários). É tão pouca a atenção que se dá a estas pessoas excepcionais que se esforçam diariamente para ajudar a melhorar a qualidade de vida de outros, disponibilizando-se, por exemplo, para organizar idas ao teatro para assistirem a todo o tipo de espectáculos e participarem em ateliers. Aprendi imenso. E nunca tinha sentido a este ponto como a música pode ser uma experiência também terapêutica: quando sugeri que fizessem um desenho livre sobre o Dom Quixote houve alguma resistência que rapidamente se dissipou quando discretamente peguei na guitarra e comecei a tocar em fundo. Ainda não tive possibilidade de digitalizar os seus desenhos, mas assim que possível, estarão disponíveis aqui.
Quanto aos alunos do primeiro ciclo, tivemos turmas muito fortes, todas frequentadoras regulares do teatro Viriato. Parabéns também aos professores/as Ana Boto, Andreia e Graciosa.
E também ao Paulo Ribeiro (director do teatro) e a toda a equipa técnica e de produção em especial à Maria Rochete e ao Rui que nos acompanharam todos os dias. É graças a todos eles que o teatro Viriato se afirmou e que Viseu se desenvolveu muito mais culturalmente. Mas tudo isto passa ao lado dos nossos governantes que continuam a sofrer de insensibilidade crónica e vistas curtas. Que seca!
terça-feira, 2 de abril de 2013
Parabéns Planeta Tangerina!
A fantástica editora Planeta Tangerina (com quem tivemos o prazer de colaborar no livro "Enquanto o meu cabelo crescia"), ganhou a distinção Best Publisher of the year atribuída na 50ª edição da feira do livro infantil de Bolonha.
Muitos Parabéns! (e continuem a fazer livros lindos para os filhos e para os pais.)
Muitos Parabéns! (e continuem a fazer livros lindos para os filhos e para os pais.)
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