terça-feira, 6 de agosto de 2013
Lisboa - J.Freguesia de Santos-o-Velho
Fizemos ontem 2 sessões das Histórias Magnéticas - "Nungu e a Senhora Hipopótamo" - na Junta de Freguesia de Santos-o-Velho, em Lisboa para as crianças inscritas no programa Praia-Campo.
Foi a segunda vez que fizemos esta história e desta vez, as condições da sala não permitiram a projecção das imagens. Mesmo assim, a resposta das crianças à história foi muito boa e para nós foi interessante testar este trabalho só com o acompanhamento musical. É incrível como a presença das imagens acrescenta uma nova dimensão ao espectáculo, mas ao mesmo tempo, pode condicionar significativamente a imaginação visual das crianças. O facto de não lhes ser fornecida uma representação visual do herói da história, leva-as a ter que "desenhar" o personagem no interior das suas próprias cabeças.
No entanto, o atelier que imaginámos para o Nungu é bastante mais virado para o lado musical e por isso não é prejudicado por essa questão. Parte do tempo do atelier, foi ocupado recriando a atmosfera assustadora de uma selva à noite. Para as colocar no estado de espirito certo, pedimos às crianças que enumerem alguns dos seus medos. Depois, apresentamos-lhes uma série de instrumentos de percussão desde maracas a sapos reco-reco e simuladores de tempestades (alguns destes, comprei-os na feira do artesanato 2013 em Lisboa, na FIL, no stand de uma loja espanhola especializada em instrumentos de todo o mundo - "Ritual Sound") que eles depois usam para, juntamente comigo na guitarra, provocar medo e sustos possíveis de suceder numa selva escura. Há também velhas garrafas de plástico coladas ao chão que funcionam como armadilhas sonoras que eles pisam inadvertidamente e os fazem reagir e fugir. O resultado foi fantástico!
Apesar das sessões terem acontecido à tarde, depois do regresso das crianças da praia e já cansadas, a sua atenção foi constante o que me deixou a mim e à Isabel muito felizes!
John Zorn
O concerto do "Electric Massada" a que assisti no passado domingo (4.8.2013) no anfiteatro ao ar livre da Gulbenkian, foi um daqueles que nunca mais se esquecem. Genial!
Descobri o John Zorn pela mão dos meus amigos bailarinos nos anos 80 em Nova Iorque. A música dele era amplamente usada pelos coreógrafos por razões fáceis de explicar: era uma música multidireccional que cruzava genialmente linguagens e conceitos aparentemente antagónicos. Perfeito para as explorações em dança nesse período. Não aderi à primeira, embora as suas composições, ainda que inconscientemente, influenciaram-me logo. Progressivamente, fui descobrindo vários dos seus trabalhos até que a música dele se tornou "normal" para mim.
No Domingo fui ouvi-lo e encontrei um John Zorn numa forma esmagadora. Fez-me pensar imenso no Ornette Coleman, sem ser harmolodics: uma música inimitável e hiper-comunicativa. E, se ainda não tinha a certeza, para mim este músico passou a ser tão importante na história do Jazz como o Miles e o Ornette. Abriu os horizontes a uma data de gente.
Recentemente, o Pat Metheny (outra das minhas referências), gravou um disco só com música do J.Zorn. Recomendo altamente.
Só para acabar (onde devia ter começado): achei importante levar as minhas duas crianças (de 4 e 10 anos) a ouvir este concerto. Estava cheio de vontade que elas provassem um pouco da atmosfera criativa do downtown nova-iorquino dos anos 80 e foi muito mais do que isso! Nada teve de revivalista. Foi uma bomba de ar novo! Elas adoraram.
Obrigado ao John Zorn e a toda a banda que esteve com ele.
sábado, 3 de agosto de 2013
Próximas datas
"Nungu e a Senhora Hipopótamo", Junta de Freguesia de Santos-O-Velho, Lisboa
5 de Agosto às 13h30 e 15h
"Nungu e a Senhora Hipopótamo", Festival Verão Azul, Lagos
(http://www.festivalveraoazul.co/?s=nungu)
17 de Agosto
"Enquanto o meu cabelo crescia" + "O meu primeiro Dom Quixote", Dili, Timor-Leste
Setembro
"Nungu e a Senhora Hipopótamo", Auditório Carlos Paredes, Lisboa
13 de Outubro
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Redondo
Estreámos ontem, dia 3 de Julho, a IV História Magnética! Foi no Centro Cultural do Redondo, nosso apoiante desde o princípio. Trata-se da história "Nungu e a Senhora Hipopótamo" da escritora inglesa Babette Cole. É um livro de 1978 que descobri já há uns anos na livraria Sá da Costa, em Lisboa, onde se costumavam encontrar livros antigos para a infância com histórias e ilustrações incríveis. Este é um deles. Aqui fica uma pequena amostra desta estreia onde também toquei pela primeira vez uma guitarra barítono construída para mim pelo Roberto Mateus que é um luthier excepcional.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Domicília Magic Show - Serralves em Festa 2013
A Sra. Domicília é um personagem que ajudei a criar em 1998 com Sílvia Real para a trilogia Casio Tone / Subtone / Tritone. Este personagem renasceu agora em "Domicília Magic Show", uma performance de rua para o Serralves em Festa 2013, na qual colaborei. Aconteceu no último fim-de-semana - a 7 e 8 de Junho - e espero que se repita em muitos outros jardins de Portugal e do mundo...
Domicília Magic Show from silvia real on Vimeo.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Trio em Sesimbra
Vou tocar a Sesimbra com o trio que tenho com o contrabaixista Mário Franco e o baterista André Sousa Machado. Será no clube Velvet já na próxima sexta-feira, dia 17 pelas 22h30.
E já agora, no dia seguinte, sábado, vou tocar em duo com o Mário Franco no restaurante Via Graça em Lisboa, a partir das 20h. O repertório será parecido e percorre um período longo da história do Jazz (e não só, também tocamos Burt Bacharach) com arranjos que vimos fazendo juntos há muito tempo de clássicos como "solar" de Miles Davis ou "In your own sweet way".
Apareçam!
sábado, 27 de abril de 2013
Viseu 2
Voltei na quarta-feira de Viseu onde fizemos 6 apresentações do Dom Quixote no Teatro Viriato. Contámos com 4 turmas do primeiro ciclo e 2 grupos de portadores de deficiência mental respectivamente do Internato Vitor Fontes e da Associação Vários. Foi uma experiência inesquecível trabalhar com todos, mas foi diferente trabalhar com estes 2 grupos. A comunicação foi total e rapidamente se estabeleceu um ambiente de grande proximidade em que todos participaram. Fiquei especialmente sensibilizado com o trabalho e dedicação dos acompanhantes liderados pela Dra. Olga (I.V.Fontes) e por Débora Lopes (A.Vários). É tão pouca a atenção que se dá a estas pessoas excepcionais que se esforçam diariamente para ajudar a melhorar a qualidade de vida de outros, disponibilizando-se, por exemplo, para organizar idas ao teatro para assistirem a todo o tipo de espectáculos e participarem em ateliers. Aprendi imenso. E nunca tinha sentido a este ponto como a música pode ser uma experiência também terapêutica: quando sugeri que fizessem um desenho livre sobre o Dom Quixote houve alguma resistência que rapidamente se dissipou quando discretamente peguei na guitarra e comecei a tocar em fundo. Ainda não tive possibilidade de digitalizar os seus desenhos, mas assim que possível, estarão disponíveis aqui.
Quanto aos alunos do primeiro ciclo, tivemos turmas muito fortes, todas frequentadoras regulares do teatro Viriato. Parabéns também aos professores/as Ana Boto, Andreia e Graciosa.
E também ao Paulo Ribeiro (director do teatro) e a toda a equipa técnica e de produção em especial à Maria Rochete e ao Rui que nos acompanharam todos os dias. É graças a todos eles que o teatro Viriato se afirmou e que Viseu se desenvolveu muito mais culturalmente. Mas tudo isto passa ao lado dos nossos governantes que continuam a sofrer de insensibilidade crónica e vistas curtas. Que seca!
terça-feira, 2 de abril de 2013
Parabéns Planeta Tangerina!
A fantástica editora Planeta Tangerina (com quem tivemos o prazer de colaborar no livro "Enquanto o meu cabelo crescia"), ganhou a distinção Best Publisher of the year atribuída na 50ª edição da feira do livro infantil de Bolonha.
Muitos Parabéns! (e continuem a fazer livros lindos para os filhos e para os pais.)
Muitos Parabéns! (e continuem a fazer livros lindos para os filhos e para os pais.)
quarta-feira, 6 de março de 2013
Nungu
Estou neste momento a trabalhar na composição da próxima História Magnética. Trata-se da história "Nungu e Sra. Hipopótamo" de Babette Cole e estreará no dia 3 de Julho no Centro Cultural do Redondo que mais uma vez co-produziu as Histórias Magnéticas.
"Nungu e a Senhora Hipopótamo" de Babette Cole, conta a história de um menino africano determinado em fazer voltar a água à sua aldeia que tinha sido engolida por uma hipopótamo zangada. Nungu parte sozinho pela selva à procura da hipopótamo e, com a ajuda da sabedoria do seu velho avô, consegue fazê-la devolver a água ao leito do rio seco levando de novo a alegria ao povo de Tubu.
"Nungu e a Senhora Hipopótamo" de Babette Cole, conta a história de um menino africano determinado em fazer voltar a água à sua aldeia que tinha sido engolida por uma hipopótamo zangada. Nungu parte sozinho pela selva à procura da hipopótamo e, com a ajuda da sabedoria do seu velho avô, consegue fazê-la devolver a água ao leito do rio seco levando de novo a alegria ao povo de Tubu.
É a quarta História Magnética e a nossa primeira incursão numa cultura não ocidental, neste caso a africana, o que originou uma partitura musical e uma narração inspirada nos ritmos e melodias desse continente. Gostámos também da ideia de confrontar as crianças com uma paisagem social, histórica e visual muito diferente daquela a que estão habituadas mas onde todos, tal como nós, dependem igualmente da água para serem felizes.
É impossível separar esta história das ilustrações do livro, que também são da autoria de Babette Cole, e por isso vamos projectá-las em palco e acrescentar outra dimensão a este espectáculo.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Balanço 2012
Em 2012 fizemos 35 apresentações das "Histórias Magnéticas" e estivemos em:
Montemor-o-velho
Lisboa
Redondo
Estremoz
Vila Viçosa
Estarreja
Covilhã
Costa da Caparica
Odivelas
Viana do Alentejo
Sines
Borba
Torres Vedras
Alcochete
Castelo Branco
Reguengos de Monsaraz
Feijó
A todos os que nos programaram, viram e ouviram, muito obrigado.
Para o ano há mais!
Montemor-o-velho
Lisboa
Redondo
Estremoz
Vila Viçosa
Estarreja
Covilhã
Costa da Caparica
Odivelas
Viana do Alentejo
Sines
Borba
Torres Vedras
Alcochete
Castelo Branco
Reguengos de Monsaraz
Feijó
A todos os que nos programaram, viram e ouviram, muito obrigado.
Para o ano há mais!
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Feijó
E assim concluímos hoje mais um ano de Histórias Magnéticas com uma apresentação na Biblioteca José Saramago, no Feijó, concelho de Almada. Foi na sala de leitura e tivemos duas turmas do 3ºano. Era um grupo admirável e senti que o tempo não chegou. Imensas perguntas, comentários, histórias e no fim da habitual conversa, alguns ainda começaram uma dança só com as mãos sobre a parte em que a guitarra sugere o ir e vir das ondas do mar. Apeteceu-me ficar ali a tocar com eles o resto do dia. Com a Vera (que teve direito a uma dedicatória por ser homónima da protagonista da história da Isabel Minhós), o Serafim, o Daniel, a Catarina, todos sem excepção!
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Glosas
As Histórias Magnéticas são mencionadas num artigo muito elucidativo de Sérgio Azevedo (número 5 da revista Glosas) sobre a evolução do conto musical para crianças em Portugal desde "A menina do Mar" - conto musical narrado escrito por Fernando Lopes Graça em 1959 - até aos dias de hoje.
Espreite no site do mpmp (movimento patrimonial pela música portuguesa).
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Castelo Branco
a foto veio daqui
Ontem estivemos em Castelo Branco para duas sessões duplas, uma de manhã e outra à tarde. Ao contrário de outros teatros, o público não faltou e contámos com cerca de 300 crianças ao todo! Para nós foi uma espécie de concerto de rock'roll... Foi muito divertido! Muito obrigado ao Miguel que é um técnico fantástico de uma simpatia ilimitada e também ao Carlos Semedo que programa o teatro (acho que foi ele o autor da foto abaixo tirada no ensaio).
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Alcochete
Foi no sábado que apresentámos em Alcochete, no Forum Cultural, a nossa sessão dupla "O meu primeiro Dom Quixote" + "Enquanto o meu cabelo crescia".
a foto veio daqui
O Forum Cultural é um daqueles sitios difíceis de descrever, como comprova a foto. É uma construção moderna que parece ter aterrado no lugar errado. E ainda por cima não encontrei nem uma placa a indicar a sua direcção o que é estranho quando se trata de uma casa que pretende ser aberta às pessoas e mostrar o que acontece lá dentro. Mas a verdade é que uma vez lá chegados, simpatizamos muito com o lugar e a estranheza inicial desaparece. É mesmo acolhedor. Fomos muito bem recebidos pelo Ricardo, o técnico responsável que já estava à nossa espera com tudo pronto e no sítio certo. Foi fácil montar e ensaiar. Ainda deu tempo de ir almoçar ao centro histórico da cidade que é lindo. Ás 16h começámos o concerto e só foi pena a afluência de público ter sido tão pequena. No fim, ficou um grupo de pais e crianças muito simpático para uma animadíssima conversa sobre o espectáculo. Muitas perguntas sobre o Dom Quixote, o cabeleireiro da Mila e ainda deu para todos experimentarem a guitarra eléctrica. Valeu certamente a pena, apesar de eu nunca saber o que responder aos pais quando dizem "só é pena ter estado tão pouca gente...".
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