quinta-feira, 15 de março de 2012

Melodia Musical Inexpressa

A propósito da ligação entre a música e a musicalidade de um texto, encontrei  a "teoria dos poemas paralelos aos esqueletos das melodias musicais inexpressas" do poeta José Gomes Ferreira: "Descobri então que cada poema possuía um ritmo próprio reduzível a uma unidade de tempo semelhante à do compasso musical. Isto é: por baixo de cada poema dir-se-ia existir o esqueleto de uma melodia musical inexpressa - de que eu bem sentia o desenho e o ritmo - coincidente com os versos cujas sílabas correspondiam ao valor dos sons musicais que, como na música, iam da semibreve à semifusa."
(em "A memória das palavras ou o gosto de falar de mim", José Gomes Ferreira, Portugália 1965)



exemplo com o poema "Neste momento / um pássaro qualquer" (tirado do mesmo livro)
s.p.

terça-feira, 13 de março de 2012

Don Quixote by Orson Welles



DOM QUIXOTE! (o actor Francisco Reiguera no Dom Quixote inacabado de Orson Welles). Esta é uma das representações de Dom Quixote que mostramos nas nossas oficinas e que achamos uma das mais poderosas.
s.p.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Lisboa, Conservatório (1)



E ontem concluímos a série de 4 apresentações no Conservatório de Música de Lisboa com a história "A bomba e o general" de Umberto Eco, a primeira das 3 Histórias Magnéticas (estreou em 2009 na Fábrica das Artes no CCB em Lisboa).  Já há algum tempo que não faziamos esta história e por isso deu-nos um prazer especial. A música está escrita e a narração é marcada quase à "palavra", mas dá para "esticar" aqui e ali o que transforma cada apresentação num jogo sempre divertido entre a guitarra e a voz (podem ver este vídeo velhinho para ter uma ideia: http://www.youtube.com/watch?v=cw1hRhqhsiQ ). Teria sido melhor ter mais público (atenção: os poucos, eram muito bons!!)  mas o "Le foyer" é uma iniciativa que ainda agora começou. Espero que os lisboetas despertem para isto! obrigado ao Bruno Cochat, ao Ruben e, claro, a todos os que nos vieram ouvir.
s.p.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Estremoz

"O meu primeiro Dom Quixote" em Estremoz (Teatro Bernardim Ribeiro), 26.02.2012.
Depois do espectáculo fazemos quase sempre um atelier com as crianças que começa com uma conversa sobre o que acabaram de ver e ouvir. No final, escrevemos juntos um novo capítulo do livro a partir de frases lançadas por todos que é depois ilustrado. Eis alguns dos desenhos feitos pelos participantes!
s.p.























Redondo

Atelier "O meu primeiro Dom Quixote" no Redondo (Centro Cultural), 25.02.2012.
Voltámos ao Centro Cultural do Redondo que desta vez, foi também co-produtor da peça. O ano passado, tínhamos aí apresentado "Enquanto o meu cabelo crescia" da Isabel Minhós Martins.
Aqui ficam dos desenhos que os participantes nos deixaram. Mais uma vez, obrigado a todos!
s.p.

















Lisboa, Conservatório



As Histórias Magnéticas vão ao conservatório de Lisboa.
"O meu primeiro Dom Quixote" - sábado 3 de Março às 16h e Domingo 4 de Março às 11h
"Enquanto o meu cabelo crescia" - sábado 10 de Março às 16h
"A bomba e o general" - Domingo 11 de Março às 11h
Rua dos Caetanos, 23, Bairro Alto, Lisboa
reservas.emcl@gmail.com / 213 425 922

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Montemor-o-velho, Estreia



Este vídeo foi filmado num ensaio para a estreia de "O meu primeiro Dom Quixote" que aconteceu no dia 14 de Fevereiro em Montemor-o-velho no fabuloso e minúsculo teatro Esther de Carvalho. O programa incluía ainda "Enquanto o meu cabelo crescia" de Isabel Minhós Martins. Foi a primeira vez que apresentámos duas histórias seguidas e foi importante para testar a concentração das crianças durante os 40m que dura o espectáculo. Não há cenário, nem vídeo, nem efeitos especiais mas, ao contrário do que se possa pensar, isso aumentou a sua atenção e, apenas pelo som,  eles entraram naturalmente no universo das duas histórias. Como sempre, na conversa e atelier que se seguiu, as crianças dispararam a sua imaginação e descobriram  ligações incríveis entre duas histórias tão diferentes e separadas por 400 anos.
s.p.